quarta, 18 de outubro de 2017

Lena Guimarães
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Contra a correnteza

20 de setembro de 2017
Com mais de 80% do seu território em condições semiáridas, onde a estiagem se prolonga por vários meses do ano e a seca é uma realidade para milhares de pessoas, a Paraíba volta a ser vítima da análise fria da lei. Após mais de dois anos de racionamento de água, os moradores da segunda maior cidade do Estado e outras 18 puderam voltar a ter água em casa com a chegada das águas do rio São Francisco. A alegria durou pouco mais de um mês, já que uma decisão da Justiça Federal, a pedido do Ministério Público Federal, determinou a volta do racionamento de água.

Contrário à retomada do abastecimento regular de água, desde o início da manifestações do Estado sobre a possibilidade de suspender o racionamento, o MPF sustenta que é melhor esperar mais para não faltar água mais adiante.

O juiz também decidiu não aplicar, como pedido pelo MPF, a marca de 97 milhões de metros cúbicos como o volume a ser atingido para haver uma revisão da decisão de restringir o abastecimento. Segundo ele, somente poderá ser avaliada uma situação concreta, o que não ocorre no momento.

A Cagepa sustenta que “a captação atual é capaz de atender aos usos autorizados, bem como um aporte mensal de 3 milhões de metros cúbicos à reserva do açude”. Mesmo assim, os paraibanos da região voltam a sofrer com a restrição ao acesso à água.

Para o Governo do Estado que fez festa para a reabertura das torneiras, a decisão não se justifica tendo em vista que apesar do consumo, está havendo a captação de água pelo reservatório de Boqueirão. A decisão da Justiça ocorre no dia em que o governador Ricardo Coutinho fazia a terceira visita a Campina Grande, somente neste mês de setembro.

A presença do socialista, inclusive, tem sido motivo de queixas de adversários que vêem na concentração de benefícios uma tentativa de buscar apoio à sua gestão. Na cidade, a maior liderança política é o senador Cássio Cunha Lima. Seja por água ou por fogo, o clima esquenta em Campina Grande. (Damásio Dias)

Torpedo

“Todo mundo fala de reforma e quer começar cortando do pobre e isso a gente não aceita e nem vai aceitar. A gente tem que começar cortando de quem mais tem, e quem pode suportar mais esse corte: só as autoridades, é o estado, é o governo, são as assembleias legislativas.” Pedro Cunha Lima.

Superação 1

A avaliação negativa do governo Michel Temer chegou a 75,6%, e superou a rejeição à gestão de Dilma Rousseff, que teve como pior avaliação, em julho de 2015, 70,9% (somando ruim e péssimo), segundo a CNT/MDA

Superação 2

O presidente Temer teve seu nome envolvido em vários esquemas de corrupção este ano e, na semana passada, foi denunciado pela segunda vez pela PGR, acusado de participação em uma organização criminosa.

Ainda na frente 1

Réu pela sétima vez, o ex-presidente Lula (PT) mais uma vez aparece em 1º em pesquisa de intenção de voto para presidente da CNT/MDA, mas Jair Bolsonaro (PSC) e João Doria (PSDB) tiveram crescimento significativo.

Ainda na frente 2

Em pesquisa espontânea, Lula aparece com 20,2% ante 16,6% em fevereiro. Bolsonaro chegou a 10,9% (6,5%) e João Doria foi de 0,3% para 2,4%. Em simulações de segundo turno, Lula venceria em todos os cenários.

Zigue e Zague

Após um período de certa desmotivação com a vida política, o deputado Ricardo Marcelo revelou ontem que vai disputar a reeleição. Também surpreendeu ao dizer que apoiaria uma aliança PMDB-PSB.

Adversário local de Marcelo, o deputado Tião Gomes acaba de deixar o PSL e já conta com vários convites para filiação. Quer voltar a comandar um ‘nanico’. Aprendeu muito ao presidir o PSL.

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