domingo, 18 de fevereiro de 2018

Renato Félix
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Cânone nas estrelas

10 de Janeiro de 2018
Hoje provavelmente é o último dia para assistir nos cinemas Star Wars – Os Últimos Jedi (2017). O episódio VIII da série que começou há 40 anos com Guerra nas Estrelas (1977) levantou discussões e dividiu os espectadores. Houve abilolados que criaram uma petição nos EUA para que o filme não fosse considerado "do cânone".

O "cânone" da série é aquilo que é considerado como tendo acontecido mesmo, e não uma "invenção da invenção", já que a saga toda é ficção e nada aconteceu realmente. Mas o envolvimento de muitos fãs é tal que, para eles, os personagens são reais a esse ponto: um ramo das histórias que é "verdadeiro" e outro que é fantasia em cima da ficção.

Acontece que os derivados da série além do cinema (séries animadas, livros, quadrinhos, jogos), lançados por anos a fio, costumava ser chamado de "universo expandido", narrando histórias de antes, durante e depois dos filmes. Elas formavam uma teia intrincada de continuidade.

Aí, O Despertar da Força, o sétimo filme, lançado em 2015, colocou tudo isso de lado. Estabeleceu, óbvio, que a única continuidade canônica garantida era a do cinema (e, a julgar pelos reboots de séries por aí, nem isso é assim tão garantido). Trouxe os velhos protagonistas de volta, mas lançou novos personagens para ocupar esse posto.

Em Os Últimos Jedi, esses novos personagens (Rey, Finn, Poe) assumem ainda mais esse protagonismo. Leia e Luke Skywalker estão lá, mas como apoio. Cada um deles tem seus momentos de brilho, mas nunca são os protagonistas da série.

Uma parcela dos fãs parece só ter percebido isso agora, essa passagem de bastão. O tempo passa e ninguém vive para sempre – nem no universo Star Wars. Mas, bem, os jedis ainda conseguem voltar como fantasminhas, então vamos ver o que acontece no episódio XI.

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