terça, 25 de setembro de 2018

Lena Guimarães
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Agenda travada

21 de fevereiro de 2018
Apresentada como alternativa para a não aprovação da reforma da Previdência, a tal agenda econômica do governo Michel Temer parece ter sido mais um passo a ser revisto. Com a impossibilidade de aprovar mudanças no texto da Constituição da República, durante o período de intervenção federal na Segurança do Rio de Janeiro, os 15 pontos foram definidos pelo ministro Henrique Meirelles (Fazenda) como de efeito mais imediato que a própria reforma para a economia da União.

Ontem, seguindo a visão positiva repassada pelo governo, o mercado deu sinais de aprovação dos planos do Palácio do Planalto. A Bolsa de Valores, por exemplo, subiu pelo 5º dia seguido e as ações da Eletrobras (estatal que deve ser privatizada, segundo a agenda) subiram 8,6%.

Economistas ponderam que a grande maioria das medidas, das quais 11 teriam sido requentadas, não tem tempo suficiente para que o Congresso Nacional aprove. A pressão, nesse caso, é do calendário eleitoral e do recesso parlamentar que acontece em julho. Após a folga do meio do ano, ninguém acredita que senadores e deputados tenham cabeça para discutir outros temas que não sejam a renovação de seus mandatos ou um upgrade na carreira, com a eleição em posto mais graduado.

Foi, aliás, no próprio Congresso Nacional que veio uma da críticas mais sentidas ao pacote econômico para substituir a reforma da Previdência. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou que além de “um abuso” a apresentação da agenda pelo Executivo foi “desrespeito ao Parlamento, já que os projetos já estão aqui (na Câmara) e nós vamos pautar aquilo que nós entendermos como relevante, no nosso tempo”.

O presidente do Senado, Eunício Oliveira, também minimizou a agenda apresentada pelo Governo. “A pauta do Congresso quem faz somos nós do Congresso, não é o governo que faz pauta aqui. Ele pode encaminhar projetos e aí eu pautarei ou não”.

Diante de questionamentos e posicionamentos de quem se esperava apoio, o Palácio do Planalto reconheceu que o pacote não tem novidades. O ministro Dyogo Oliveira (Planejamento) disse que o tempo não permite invenções. Querem aproveitar o que já está no forno. Agora é esperar quais interesses vão prevalecer.

TORPEDO

"Se cabem buscas e apreensões gerais nas favelas do Rio, cabem também nos gabinetes do Congresso. Aliás, as evidências existentes colocam suspeitas muito maiores sobre o Congresso, proporcionalmente, do que sobre moradores das favelas."

Do procurador Deltan Dalagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava-Jato no Paraná, sobre mandado coletivo de busca e apreensão durante a intervenção na Segurança Pública do Rio de Janeiro.

Pode ter sido a última

O prefeito Luciano Cartaxo esteve na Câmara da Capital ontem e leu mensagem aos vereadores, onde prestou contas dos últimos cinco anos de administração e anunciou obras e ações para este ano. Tom foi de despedida.

Ano de trabalho na CMJP

Na volta às atividades, o presidente da CMJP, Marcos Vinícius, garantiu a votação do novo Regimento Interno da Casa e da atualização da Lei Orgância Municipal para este ano, que ele afirmou ser de muito trabalho.

Amadurecimento

A desistência do ex-prefeito André em favor da candidatura pela reeleição do deputado Renato evita novo estremecimento do clã Gadelha, como ocorreu em 2010, quando André e Salomão disputaram, divididos, vaga na ALPB.

Chances pesaram

Sondado para assumir o Ministério do Trabalho, devido o impedimento legal de Cristiane Brasil, o presidente do PTB na Paraíba, Wilson Santiago, agradeceu o convite mas escolheu manter condição de elegibilidade.

ZIGUE-ZAGUE



  • O Pleno do Tribunal de Justiça da Paraíba escolhe hoje, às 14h, o novo desembargador a ser indicado como membro efetivo do Tribunal Regional Eleitoral.


  • A vaga será aberta com o fim do biênio da presidente Maria das Graças Morais Guedes na Corte. Com isso, o processo eleitoral deste ano terá novo condutor na Paraíba.




Damásio Dias e Equipe Correio - Interino

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