terça, 19 de junho de 2018

Lena Guimarães
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A defesa do prefeito de Sumé

11 de fevereiro de 2018
A propósito de reportagem do jornalista Adelson Barbosa dos Santos, publicada semana passada, neste jornal, sobre gastos de algumas prefeituras com implantes dentários e distribuição de dentaduras, com base em informações disponibilizadas no sistema Sagres Online do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o prefeito de Sumé- cidade que mais realizou procedimentos deste tipo nos últimos três anos-, Eden Duarte, explica que o serviço foi suspenso, por orientação jurídica, para averiguação de denúncias de supostas irregularidades que foram denunciadas pela oposição.

“Baixei um decreto suspendendo o serviço e criei uma comissão para apurar os fatos’’, disse prefeito de Sumé, reafirmando que todos os procedimentos foram realizados legalmente, com recursos liberados pelo Governo Federal. Segundo ele, a Controladoria Geral da União (CGU) enviou técnicos ao município de Sumé para entrevistar os pacientes contemplados com os implantes dentários e constatar se o serviços foi ou não realizado.

Ainda de acordo com o prefeito, as investigações foram realizadas pelas autoridades competentes porque elas estranharam a grande quantidade de implantes. Mas as autoridades precisam saber, segundo Eden Duarte, que Sumé tem uma unidade do CEO (Centro de Especialidades Odontológicas) que atende pessoas de todos os municípios da região do Cariri.

Além do mais, assegura o prefeito de Sumé, cada paciente tem direito a seis implantes dentários. Segundo ele, os implantes são procedimentos demorados e caros. Por isso, só são pagos aqueles que são realmente realizados e atestados.

“Não temos como inventar transplante. As investigações vão comprovar que todos foram feitos atendendo ao devido processo legal e os nossos adversários ficarão desmoralizados’’, frisou o prefeito.

Eden Duarte disse que o devido processo licitatório para a contratação da empresa responsável pelos implantes ocorreu com a necessária transparência e que apenas uma empresa se interessou.

“Foi aberto um pregão e apenas uma empresa compareceu’’, reforçou o prefeito de Sumé, condenando o que ele classifica de insinuações maldosas dos adversários e de parte dos meios de comunicação. O prefeito disse que exerce uma administração transparente, que prima pelo respeito ao dinheiro público e isso que incomoda aos seus adversários.

TORPEDO

Fico feliz com a sensibilidade do prefeito Luciano Cartaxo em atender a demanda de comerciantes e moradores do Bairro de Jaguaribe. Muitos vieram ao nosso gabinete pedir ajuda no sentido de atuar junto à prefeitura para que as melhorias necessárias fossem feitas no local. (Do presidente da Câmara Municipal de João Pessoa, Marcos Vinícius, sobre a reforma que será realizada no Mercado de Jaguaribe).

Gasto com festas

Mesmo com a crise que muitos prefeitos dizem enfrentar, dezenas de Prefeituras da Paraíba estão torrando dinheiro público com atrações para o Carnaval. E mais gastos estão programados para os festejos juninos.

Profanação

Muitas prefeituras que têm São Sebastião como padroeiro já iniciaram o ano gastando com atrações artísticas para festas que eles dizem ser em homenagem ao santo. É o dinheiro público sendo gasto com profanação.

De olho

O Tribunal de Contas do Estado está de olho nos gastos das prefeituras com festas. Levantamento feito pelo Correio nas prestações de contas das prefeituras, conclui que, em 2017, alguns milhões foram gastos com bandas.

Absurdo

Várias pequenas prefeituras tiveram gastos exorbitantes com atrações musicais, ao mesmo tempo em que os prefeitos alegavam falta de dinheiro para alguns serviços básicos e para pagamento de salários.

Zigue-zague

Os gastos das prefeituras com atrações musicais para festas são realizados, sempre, sem licitação. Os preços são os mais variados possíveis, de uma cidade para outra. Não há critério.

Determinado grupo musical cobra R$ 100 mil a uma prefeitura e cobra por R$ 30 mil a outra por show idêntico. A verdade é que muitos artistas levaram verdadeiras fortunas dos municípios em 2017.

 

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