terça, 12 de dezembro de 2017

Edinho Magalhães
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A Bancada e 2018

05 de novembro de 2017
Em recente avaliação feita em Brasília, pela coluna, observamos que as expectativas e perspectivas quanto a 2018 são divididas por atores da bancada federal paraibana e por atores que atuam no Estado. Estamos falando, a princípio, dos senadores (e ex-governadores) Cássio Cunha Lima e José Maranhão, do atual governador Ricardo Coutinho e dos prefeitos Romero Rodrigues e Luciano Cartaxo. Também a princípio, orbitam ao redor desse protagonismo, o senador Raimundo Lira, o secretário João Azevedo e o vice prefeito da capital, Manoel Junior.

Um grupo parece depender do outro...eu disse, parece. Vamos os fatos.

De um lado, existia um pré-acordo em apoiar a candidatura de Luciano Cartaxo para o Governo numa aliança das oposições que uniria PSDB, PMDB e PSD. Nesse cenário Cássio seria candidato a reeleição, Maranhão ficaria onde está e Manoel Jr ascenderia para a prefeitura.

Do outro lado, Ricardo sairia para o Senado (condição que parece óbvia a um primeiro olhar), dando espaço para a Vice Dra Lígia Feliciano e - ambos - apoiariam a candidatura do secretário João Azevedo para a sucessão de Ricardo.

Parece que nada disso está em vias de acontecer. Vamos agora aos novos fatos:

De um lado a aliança não parece tão firme assim, a começar do senador José Maranhão que não mais “ficaria onde está”. Tem dito e repetido em Brasília que é candidato - firme e forte – ao Governo. A despeito do ‘pré-acordo’ responde: “é melhor para o partido ter um Governador por 4 anos ou um prefeito por 2”? E completa: “E podemos ter os 2”, por que não?

Para isso, basta Luciano não desistir de seu projeto, com ou sem a aliança. Manoel Jr assumiria a prefeitura e o PMDB poderá ter Maranhão de novo no Governo.

O senador Raimundo Lira, por sua vez, não deve ficar “à reboque” da decisão de grupo algum. Vai concorrer – também firme e forte – a uma vaga pro Senado. Inclusive estaria em tratativas com um marqueteiro de renome nacional para ajudá-lo na campanha. A tese “quem vota em Ricardo não vota em Cássio e vice versa”, já deu certo lá atrás com Efraim Moraes que saiu de azarão a vitorioso contra os ex-governadores Braga e Burity, em ‘corrida’ bem semelhante.

De outro lado o Governador não estaria tão à vontade, assim, para deixar o Governo. Ficaria longe de seu pupilo, que precisa de apoio e voto, e abriria as intenções do grupo que acompanha a Vice Governadora para criar suas próprias expectativas e perspectivas, uma vez ocupando o Palácio da Redenção, incluindo até mesmo a sucessão estadual. Por que não?

Diante dos novos fatos não seria surpresa ver o seguinte cenário se consolidando para 2018: Maranhão candidato ao Governo com (ou contra) Luciano Cartaxo e contra João Azevedo; Ricardo sem sair do Governo e Lira se fortalecendo pro Senado. Os vices teriam que esperar. Romero Rodrigues também. Mas ninguém pode subestimar o poder de fogo do senador Cássio que ainda pode surpreender a todos e mudar tudo de novo. Fiquemos, por enquanto, em 2017.

▶ Presidente

Rômulo Gouveia reviveu momentos que lembraram à época em que presidiu a Assembléia Legislativa da Paraíba. Só esta semana o representante da Mesa Diretora da Câmara Federal presidiu duas sessões solenes em Brasília: a dos 50 anos do Projeto Rondon e a do Dia Nacional e Mundial do Turismo, transmitidos ao vivo pela TV Câmara.

▶ Agenda cheia

Devido aos feriados de Finados e da República no mês de novembro, o presidente da Câmara Rodrigo Maia pautou sessões deliberativas esta semana, de segunda a sexta. Mandou convocar os deputados já a partir de amanhã. Resta saber se vai dar quórum...

▶ Agenda Cheia 2

Durante a viagem para a Terra Santa Rodrigo Maia teria avisado ao líder do Governo Aguinaldo Ribeiro: “A Casa precisa pautar e votar assuntos legislativos que estão parados”. Ou seja, reformas e MPs não serão tão prioridade assim, neste fim de ano....

▶ Fim do Foro Já

Se depender do líder Efraim Filho o parecer de sua autoria, pela aprovação do fim do Foro Privilegiado, deverá ser votado ainda em novembro na CCJ. Ele teria acertado com o presidente da comissão, Rodrigo Pacheco para após o feriado do dia 15.

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