terça, 18 de setembro de 2018

Lena Guimarães
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Provocações

03 de dezembro de 2017
“Vou atropelá-lo. Ele não vai aguentar meu ritmo” provoca um. “Anotem minhas palavras: isso não vai longe. Sou melhor. Vou vencer, e rápido”, responde o outro. “Como você quer fazer? Na cara ou sair deitado? Escolhe. Ficou caladinho?” insiste o primeiro, mas tem que ouvir um prognóstico: “Ele está ferrado. Vai perder feio”.

Diálogos como este acima são comuns entre lutadores de boxe, Muay Thai,  kickboxing, jiu-jitsu e luta livre, entre outras modalidades de combate. Fazem isso com objetivos psicológicos – intimidar o adversário – e promocionais – garantir público e a rentabilidade do evento.

Você pensou que era entre políticos paraibanos? Poderia ser. Quanto mais nos aproximamos das eleições, ouvimos mais ofensas e menos debate sobre os problemas da Paraíba, que não são poucos.

Em cada época, uma necessidade exige maior atenção dos gestores. Quando não tínhamos reservatórios de água, governantes elegeram barragens como prioridade; outros levaram energia elétrica para o campo, enfrentaram o déficit habitacional, melhoraram estradas, abriram mais escolas, investiram em turismo...

Mas, temos outros desafios a vencer. No momento, a violência crescente é um dos grandes, assim como a falta d’água após seis anos de seca, a falta de saneamento básico, de maternidades e hospitais no interior. A Educação oferecida pelo Estado não atende as necessidades do competitivo mundo globalizado e precisamos criar empregos, produzir riquezas para ter como investir no social.

Para se ter uma ideia, a renda média per capita do Brasil em 2016 foi de R$ 1.226,00. A da Paraíba ficou em R$ 790,00, ou 55,19% menor.

A nossa renda per capita também é menor do que a do Rio Grande do Norte, que foi R$ 919,00. No vizinho, que é menor em território e população, a renda é 16,32% maior do que na Paraíba. Por que? Produz mais riquezas.

Mas, faltando apenas 10 meses e 4 dias para a eleição, os políticos preferem as provocações, a autoproclamação de suas “qualidades” – sou o melhor, o que mais faz, o que trabalha, etc. – a enfrentar o debate sobre os próximos passos do Estado, o que deve ser priorizado para garantir o bem-estar dos que pagam a conta de erros e acertos dos políticos.

Como no MMA, as provocações são para atrair atenção, mas bem que poderiam fazer isso discutindo o que é relevante para o cidadão e não apenas para seus interesses.

TORPEDO

"Não será possível ter de forma geral, já informamos ao Parlamento. Não temos condições nem recursos para isso".

Do presidente do TSE, Gilmar Mendes, confirmando que apenas 30 mil das 500 mil urnas eletrônicas no país vão imprimir voto em 2018.

Definitivo

Prefeito de João Pessoa por dois mandatos, vice-governador, governador e Senador, Cícero Lucena (PSDB) deu a seguinte resposta a Hermes de Lucena ao ser indagado se pretende voltar a política. “Com fé em Deus, não.”

Gratidão

Cícero Lucena concedeu entrevista ao Correio Debate da TV Correio, que está comemorando 25 anos de fundação. Fez um balanço das suas gestões, agradeceu aos paraibanos pelos mandatos, mas não tem plano de retornar.

Marca

O prefeito Luciano Cartaxo mantém o ritmo de obra nos meses que antecedem a decisão de sair para disputar o governo.  Além do “Ação Asfalto” em 30 km de vias, entregará mais 352 apartamentos em dezembro.

Proteção

O MPF realizará amanhã audiência pública para discutir a revitalização do leito do rio Paraíba, que recebe as águas da transposição. Deputados federais, estaduais e técnicos da UFPB e Ibama participarão dos debates.

ZIGUE-ZAGUE

+ Enquanto aqui os governantes aumentam impostos para compensar gastos sem controle, os EUA cortam para aumentar a competitividade de sua economia.

+ Foi aprovado corte médio de 35% para 20% dos impostos cobrados das empresas. A economia para as famílias chegaria a US$ 1.181,00/ano. É outra visão.

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