quinta, 20 de setembro de 2018
Violência
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Matou mulher e forjou suicídio: programador de TI é suspeito de matar esposa

Ainoã Geminiano / 21 de julho de 2016
Foto: Divulgação
“Em poucas horas vou enterrar a razão do meu viver, minha luz do dia, a minha preta. Nada hoje faz sentido. Por que não me levou junto de ti?” As palavras escritas pelo programador de TI, Carlos Eduardo Carneiro, 30 anos, ainda conseguiu algumas dezenas de comentários solidários nas redes sociais, enquanto ele sustentava a tese de que sua mulher, a professora Priscilla Vanessa, 35 anos, teria cometido suicídio, na madrugada da última segunda-feira. Ontem, a polícia o apresentou como acusado de matar a mulher e forjar a cena do crime, para parecer suicídio.

“Quando fomos acionados, notamos que existia violação do local do crime, para nos levar a crer que teria ocorrido o suicídio”, disse a delegada Maria das Dores, responsável pela investigação. Ao receber a polícia, Eduardo disse que estava dormindo quando ouviu o barulho do tiro e se levantou para socorrer a mulher. Ele disse que a cena do crime foi alterada por estar tentando salvar Priscilla. A arma do crime é uma pistola que Eduardo guardava em casa, tendo porte de arma e registro, segundo a polícia. “A pistola foi encontrada a cerca de dois metros e meio de distância da vítima, sem o carregador e em cima de um banco”, disse Ademar Roberto, um dos peritos que esteve no local.

Outro indício de que o marido da vítima estaria mentindo, segundo os peritos, é que, o horário descrito por ele como sendo o momento do disparo não bate com o da morte apontado no exame cadavérico, que teria ocorrido por volta das 3h. No momento da chegada da polícia, o corpo de Priscilla já estava em rigidez cadavérica. Para reforçar a tese de que Eduardo matou a mulher, a polícia contou com as conclusões da perícia, após examinar o corpo da professora. “Sabendo que ela não cometeu suicídio, nos restou o marido como suspeito, já que a casa é muito segura, tem cercas elétricas e circuito de câmeras de monitoramento, o que dificultaria a entrada de terceiros no local”, acrescentou a delegada Maria das Dores.

Segundo ela, o provável motivo do crime teria sido uma discussão entre Eduardo e Priscilla, já que o casal vinha passando pro problemas conjugais, conforme relato do próprio suspeito, que negou a autoria do crime e disse que a mulher andava muito triste, lhe cobrando mais atenção. Carlos Eduardo Carneiro foi preso em casa e, no local, a polícia ainda encontrou outras duas armas, não registradas, além de munições de vários calibres. O acusado seria levado para audiência de custódia ontem à tarde, podendo passar a responder ao processo em liberdade, mas até o fechamento desta edição continuava preso.

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