quarta, 20 de setembro de 2017
Violência
Compartilhar:

Leituristas e carteiros estão na mira dos bandidos na Paraíba

Redação / 27 de agosto de 2015
Foto: Arquivo
Ameaçados e impedidos de trabalharem. Esta é a situação a que leituristas e carteiros estão sendo submetidos por organizações criminosas em alguns bairros de João Pessoa. A gravidade da situação foi confirmada pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgoto do Estado da Paraíba (Sindiágua-PB), José Reno de Sousa.

“A situação é grave e tem acontecido cada vez com mais frequência. Temos relatos de funcionários sendo ameaçados por bandidos, funcionários sendo ameaçados porque vão promover o corte no fornecimento por falta de pagamento, mas alguns usuários se acham no direito de agredir verbalmente ou até fisicamente ou até jogando cachorros para cima dos funcionários. Isso não acontece apenas em João Pessoa, mas em toda a Paraíba”, afirmou.

O caso mais recente aconteceu no início de agosto, em uma área do bairro do Alto do Mateus, na Zona Oeste da Capital. Ao Portal Correio, um leiturista da Cagepa, que não quis se identificar, disse ter sido ameaçado por bandidos, que o impediram de fazer a leitura em cerca de 30 casas.

Carteiros do Correio também na mira

Não são apenas os leituristas da Cagepa que sofrem com o risco constante da falta de segurança. Um carteiro, que pediu para ter sua identidade preservada, relatou a sensação de medo que enfrenta diariamente ao sair para trabalhar. Embora não tenha sido uma vítima, ele conta o drama enfrentado por companheiros de profissão.

“Acontece corriqueiramente casos de carteiros serem abordados de forma violenta. Além da tensão do próprio trabalho diário, ainda tem este sobre fator psicológico sobre nós. Temos colegas que já foram ameaçados com arma em punho, assaltado, trancado em carros e até vítima de seqüestro para que pudesse ceder a carga do referido trabalho”, revelou.

Polícia Militar desconhece denuncias 

O comandante geral da Polícia Militar, Euller Chaves, diz desconhecer as denúncias. Apesar das queixas públicas dos leituristas e carteiros, Euller garante que a PM não foi notificada de casos desta ordem.

Relacionadas