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Após 5 anos da ‘Barbárie de Queimadas’, violência contra mulher continua grande na cidade

Fernanda Figueirêdo / 19 de março de 2017
Foto: Chico Martins
Passados cinco anos do crime que ficou conhecido como a “Barbárie de Queimadas”, no Agreste paraibano, no qual cinco mulheres foram estupradas e duas delas mortas por 10 homens, pouca coisa mudou na cidade.

Diversos tipos de violência de gênero continuam sendo registradas pela polícia, no entanto, para a delegada da Mulher no município, Juliana Brasil, o aumento do número de denúncias reflete que as mulheres estão denunciando mais. Prova disso é que, segundo o Ministério Público da Paraíba, as denúncias de violência contra a mulher no Estado (MPPB) cresceram 238,4% nos últimos sete anos.

“De 2013 a 2016 foram instaurados mais de 300 inquéritos envolvendo casos de violência contra a mulher, na maioria deles os agressores são pessoas próximas das famílias. Apesar de alarmante, a violência de Queimadas está dentro da proporção. O número de inquéritos aumentou nos últimos anos porque a sociedade se mobilizou em um trabalho de conscientização realizado em campanhas nas comunidades e no próprio acolhimento da mulher vítima desse tipo de violência, tanto nos hospitais como na própria delegacia”, explicou a delegada Juliana Brasil.

Após o estupro coletivo que, segundo a delegada, outros crimes desta natureza chocaram a localidade, como o caso da adolescente Ana Alice Macedo Valentin, 16 anos, que foi estuprada e morta sete meses após a barbárie. Outro crime foi o estupro de uma jovem de 17 anos com problemas mentais, no último mês de novembro. Para as mulheres que residem em Queimadas, os crimes reforçam o desejo de luta por igualdade de gênero e respeito.

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