quarta, 12 de dezembro de 2018
Trânsito
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Animais na pista já mataram seis este ano na Paraíba e PRF alerta motoristas

Julio Silva e Wênia Bandeira / 23 de junho de 2016
Foto: Divulgação
Em média, três animais são recolhidos diariamente nas estradas do Estado, pela PRF. Na madrugada de ontem, Fagner Franklin de Lima Oliveira, 27 anos, e Rafael Lucas do Nascimento, 18 anos, morreram após um acidente na BR-230. Eles estavam em uma motocicleta Honda CG, quando colidiram com um cavalo no km 291,8, na cidade de Santa Luzia, no Sertão. Segundo a PRF, esta foi a sexta morte causada por animais em rodovias que cortam a Paraíba. As regiões do Agreste e Brejo são as mais afetadas por este tipo de ocorrência. Só neste ano, foram registrados 52 atropelamentos de animais em rodovias federais que cortam a Paraíba.

A Polícia Rodoviária Federal ainda não sabe se estavam em velocidade acima dos 80 km/h permitido no trecho, mas o Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) de Patos, que recebeu os corpos, informou que as fraturas indicam alta velocidade. Rafael Lucas quebrou os dois braços e a clavícula, enquanto Fagner fraturou o crânio.

Os rapazes estavam trabalhando, vendendo espetinho de carne na festa junina da cidade, quando, por volta das 4 horas da manhã, Rafael pediu para seu cunhado, Fagner, leva-lo para casa.

O chefe do Núcleo de Comunicação da Polícia Rodoviária Federal na Paraíba, Eder Rommel, disse que o proprietário, se identificado, pode responder criminalmente. “Nestes casos, a PRF pode confeccionar um termo circunstanciado de Ocorrência (TCO), arrolando o proprietário como autor. A equipe que faz o atendimento da ocorrência faz diligências no sentido de identificar o proprietário para responsabilizá-lo, no entanto, nem sempre é possível, haja vista que não há identificação na maioria dos animais envolvidos”, disse.

Os animais. Em casos de acidentes que os animais sobrevivem, eles são recolhidos para centros de zoonoses ou abrigos disponibilizados pelas prefeituras das regiões. “Isso é feito através de convênios entre a PRF e as próprias prefeituras. Lá, eles são cuidados e ficam no aguardo dos proprietários, que pagam as despesas pelo serviço, antes da liberação. Estas despesas são pagas às prefeituras. Os animais recolhidos na região metropolitana de João Pessoa são levados para um centro de recolhimento no Bairro das Indústrias, de responsabilidade da Prefeitura de João Pessoa.

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