domingo, 19 de novembro de 2017
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Trabalhadores paraibanos resgatados em 2014 relatam a vida pós-escravidão

Fernanda Figueirêdo / 27 de março de 2016
Foto: Chico Martins
Do recrutamento à estadia em condições subumanas, trabalhadores rurais contam como é sobreviver do trabalho manual nos cafezais e canaviais brasileiros. Geralmente com pouco estudo, muito trabalho, comida escassa e ameaças constantes, eles não denunciam os fazendeiros porque temem não dispor de outras oportunidades de sobrevivência. Esta é uma realidade vivenciada por famílias inteiras na cidade de Nova Floresta, Curimataú paraibano. Em 2014, 33 homens foram resgatados do trabalho escravo em uma fazenda na zona rural de Planaltina-DF. Quase dois anos após, medo e desemprego ainda fazem parte da vida desses agricultores.

Segundo o agricultor Hamilton Diniz dos Santos, 49 anos, nessas fazendas é comum a presença de crianças e idosos. Os abusos mais recorrentes são o trabalho forçado, a servidão por dívidas, as jornadas exaustivas e as condições degradantes.

Hamilton foi quem denunciou ao Ministério Público do Trabalho que estava sendo vítima de maus-tratos e ameaças. “As ameaças não eram de morte, mas de não nos pagar, de nos mandar embora sem nada, fora as humilhações e condições precárias. Além disso, quando a gente saía de lá, o que era muito difícil, era seguido pelos capangas do gerente. Logo percebi que ele não tinha intenção de remunerar a gente de acordo com o que produzíamos, como combinado”, explicou.

Leia a reportagem completa no jornal Correio da Paraíba

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