quarta, 12 de dezembro de 2018
Seca
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Transposição vai chegar e reforma do Engenheiro Ávidos ainda nem foi licitada

Fernanda Figueirêdo / 30 de julho de 2016
Foto: Antonio Ronaldo
Também conhecido na região como ‘Boqueirão de Piranhas’, o açude Engenheiro Ávidos, localizado em Cajazeiras, fica no percurso do eixo norte da transposição do Rio São Francisco. A população do distrito Engenheiro Ávidos, localizada logo abaixo da barragem, teme que a transposição do Rio São Francisco, tão esperada pelos paraibanos, seja motivo de tristeza para eles, porque temem que as paredes do velho açude não aguentem a pressão da água.

O reservatório abastece Cajazeiras e o distrito de Engenheiros Ávidos, mas moradores comentam que a qualidade da água, de coloração já esverdeada, já não é satisfatória. De acordo com a Companhia de Água e Esgotos do Estado da Paraíba (Cagepa), o reservatório já atingiu seu volume morto e a distribuição da água acontece de forma racionada, por meio de sistema de captação flutuante.

Apesar disso, a cearense Sueli da Silva Pereira, de 42 anos, esposa de pescador, mãe de dois filhos e moradora do Distrito Engenheiro Ávidos há mais de 20 anos, diz que o medo maior é que aconteça uma tragédia caso a recuperação prometida pelo governo não seja feita antes que a água do Rio São Francisco chegue à localidade.

“A qualidade da água já não tá boa, ela já é meio verde. Se der pra mais três meses é muito. Eu tenho medo que essa transposição não chegue. Porque quem tem condições compra água, mas a gente que é pobre tem que esperar providência do governo. Agora medo mesmo eu tenho de tudo isso ir embora”, disse Sueli.

Obra. Faltando apenas cinco meses para o prazo de entrega da transposição do Rio São Francisco, estipulado pelo Ministério da Integração Nacional para acontecer em dezembro, o Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs) informou que as reformas nos reservatórios Engenheiro Ávidos, São Gonçalo e Poções ainda estão passando por fases de execução de projetos e licitação. O quarto reservatório que ficou de passar por reformas foi o açude Camalaú, no Cariri paraibano. Sob a responsabilidade da Secretaria da Infraestrutura, dos Recursos Hídricos, do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia (Seirhmact), Camalaú é o único em que as obras de recuperação já estão sendo executadas.

Sobre a reforma no açude Engenheiro Ávidos, o chefe do Dnocs em São Gonçalo, Ednardo Alves, afirmou que a empresa de consultoria responsável pelo projeto ainda está fazendo estudos no local. “Ainda não sabemos nem o que vai ser feito por lá. A empresa de consultoria está em fase de estudo do projeto pra depois fazer a licitação da obra”, disse.

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