domingo, 20 de agosto de 2017
Seca
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Racionamento atinge as torneiras da saúde de Campina Grande

Redação / 25 de agosto de 2015
Foto: Arquivo
O racionamento de água que atinge a região de Campina Grande não tem sido um 'privilégio' da população. A seca que tem provocado colapso nos principais reservatórios paraibanos está obrigando a prefeitura da cidade a tomar medidas drásticas, inclusive, nas repartições públicas. A Secretaria de Saúde, por exemplo, já tem tomado medidas para economizar.

As medidas foram apresentadas na tarde desta terça-feira, 25, durante reunião extraordinária do Conselho Municipal de Saúde, que contou com a participação de representantes da Cagepa, AESA e do Ministério Público da Paraíba.

A secretária de saúde do município, Luzia Pinto, explicou que a maior preocupação é com os serviços da rede hospitalar de saúde. Ela informou que para economizar água dos hospitais geridos pela Prefeitura a todo o serviço de lavanderia de rouparia hospitalar será concentrado no Hospital Municipal Pedro I. "O prefeito Romero Rodrigues já autorizou o investimento de R$150 mil, com recursos próprios, para início da reforma para ampliação da lavanderia do Pedro I", anunciou.

Segundo a secretária,  80% da água que será utilizada na Lavanderia Central do Pedro I será reutilizada no próprio setor, evitando significativamente o desperdício. "Isso só vai ser possível porque hoje aquela unidade possui, além de um reservatório com capacidade de 120 mil litros e um segundo que comporta  até 24 mil, captando água da chuva. Além desses dois reservatórios, contamos com um poço no local com vazão de mil litros por hora", explicou.

Somadas à implantação da Lavanderia Central, o plano prevê outras medidas que já estão em curso. No Hospital Municipal Dr. Edgley Maciel, a água utilizada no processo de hemodiálise vem sendo reutilizada desde o ano passado para serviços de limpeza. Para o Instituto de Saúde Elpídio de Almeida - ISEA, Hospital Municipal de Criança e UPA 24h e o SAMU 192 a Secretaria de Saúde está adquirindo reservatórios para ampliar a capacidade de armazenamento d'água. O mesmo vem sendo feito nas Unidades Básicas de Saúde que ainda não possuem reservatórios.

Após detalhar o plano estratégico, a secretária de saúde mostrou preocupação com o resultado da reunião ocorrida no Conselho de Saúde, pois o representante da Cagepa informou que órgão não tem uma proposta de atenção diferenciada para garantir o abastecimento d'água nos serviços de saúde nos dias de racionamento. "É uma posição preocupante, pois, por mais que a Prefeitura faça a sua parte, não sabemos como está a situação da rede de serviços de saúde  complementares, que são os hospitais filantrópicos e privados contratados pelo SUS", alertou Luzia Pinto.

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