segunda, 18 de dezembro de 2017
Seca
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Previsão é desanimadora para quem vive racionamento

Maurílio Júnior / 05 de agosto de 2015
Foto: Chico Martins
A depender da previsão da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado (Aesa) a população da região de Campina Grande continuará a sofrer com a escassez de água. De acordo com a meteorologista, Carmem Becker, o próximo trimestre é de redução significativa na ocorrência de chuvas. Nos meses mais chuvosos foram registrados até 110 milímetros e, para agosto, a previsão é que chova 60 milímetros, antes de entrar no período de estiagem, em setembro.

“O período mais chuvoso na região de Campina Grande se concentra no período de abril a julho. Abril e maio chegaram até ser deficitários, mas os meses de junho e julho as chuvas ocorreram dentro da normalidade, inclusive acima da média. O que esperamos daqui pra frente é que tenhamos algumas chuvas para o mês de agosto, especialmente na primeira quinzena e, a partir de setembro, estas chuvas venham a decrescer consideravelmente”, pontuou.

A meteorologista revelou que a partir de agora a redução de chuvas será uma constante. “Na região de Campina Grande chove em média 110 milímetros no mês de julho, diminuindo bastante em agosto, para em torno de 60 milímetros, e a partir de setembro entramos num período normal de estiagem, diminuindo para 50 e 40 milímetros”, acrescentou.

Na edição da última terça-feira, dia 4, o Jornal Correio da Paraíba relatou o drama que vive os moradores da região do Cariri, devido ao racionamento feito pela Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa).  A interrupção no abastecimento foi ampliada de 36h para 60h, embora alguns bairros, como o Ligeiro, região periférica de Campina Grande, passe até 110 horas sem água nas torneiras.

“Daqui pra frente às chuvas ainda vão ocorrer, mas de forma espaçadas, com tendência de diminuição a partir do mês de setembro”, concluiu Carmem.

 

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