segunda, 16 de outubro de 2017
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Chuvas podiam ter enchido reservatório, mas Cagepa monitora e evita transbordamento

Lucilene Meireles / 29 de julho de 2015
Foto: Nalva Figueiredo
O açude de Marés tem hoje 93,8% de sua capacidade, que é de 2,1 milhões de metros cúbicos, mas poderia estar sangrando. A elevação do volume, porém, é contida de forma proposital pela Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) para evitar que a água invada a estação elevatória, o que poderia causar danos aos equipamentos, como ocorreu há cinco anos. Até ontem, conforme a Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa-PB), cinco mananciais haviam superado a capacidade máxima, entre eles, Gramame-Mamuaba que, junto com Marés, abastece os municípios de João Pessoa, Cabedelo e Bayeux.

“Marés poderia estar sangrando, mas adotamos uma medida de contenção da entrada de água para evitar que a estação de tratamento, vizinha à barragem, seja inundada, ocasionando danos às bombas. É, na verdade, uma medida de segurança, porque ali é uma transposição de bacias. O açude Gramame-Mamuaba e o Rio Mumbaba contribuem com Marés. Por isso, controlamos o nível”, explicou Thiago Pessoa, gerente regional da Cagepa - região Litoral.

Apesar do monitoramento e do cuidado, se ocorrer uma chuva muito forte, o açude pode sangrar. “Controlamos a entrada de água que vem de Mumbaba e Gramame, trabalhando em cima do nível de 96%. Já ocorreu de pararmos a estação elevatória cerca de cinco anos atrás por conta da inundação. A partir daí, passamos a fazer esse controle”, acrescentou.

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