quinta, 21 de setembro de 2017
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Cagepa suspende racionamento e seis localidades saem do sufoco

Ana Daniela Aragão / 23 de julho de 2015
Foto: Divulgação
As últimas chuvas trouxeram alívio a mais de 30 mil paraibanos que sofrem com a estiagem. A barragem de Lagoa do Matias, que estava com 29% de volume, já chega a 75% com as recargas das últimas semanas. Com a subida de nível, as seis localidades abastecidas pelo manancial saíram ontem do sistema de racionamento: Belém, Caiçara, Logradouro e os distritos de Rua Nova, Cachoeirinha e Braga. A Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) admitiu que estuda abrir as torneiras de mais cidades nos próximos dias.

De acordo com o presidente da Cagepa, Marcus Vinícius Neves, em paralelo ao acompanhamento das previsões feitas pela Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), a companhia vem realizando estudos técnicos para verificar onde é possível abrandar ou suspender o esquema de racionamento.

No município de Serraria, o racionamento – que estava sendo executado nos finais de semana – foi suspenso na última sexta-feira, já que a barragem de nível registrou boa recarga.

O presidente da Cagepa explica ainda que a Diretoria de Operação e Manutenção está estudando um novo plano de racionamento para os municípios abastecidos pelos açudes Canafístula I e II, que também tiveram aumento no volume. “Atualmente, Canafístula I só abastece as cidades de Pirpirituba, Duas Estradas, Sertãozinho, Lagoa de Dentro e Serra da Raiz durante três dias na semana. Mas com a subida de nível de 16% para 25%, está sendo analisada a possibilidade de abrirmos as torneiras por mais dias para a população. Já Canafístula II estava em colapso desde abril, com menos de 2% de sua capacidade, e agora, com 21%, estudamos uma forma de, pelo menos, abastecer algumas das cidades atendidas pelo sistema por alguns dias, em regime de racionamento”.

Canafístula II atende as cidades de Solânea, Bananeiras, Cacimba de Dentro, Araruna, Riachão, Tacima, Dona Inês, Damião e os distritos de Barreiros, Logradouro, Cozinha, Cachoeirinha e de Bola.

A meteorologista da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), Carmem Becker, destacou que o período mais favorável para a chuva no Brejo e Agreste ocorre entre os meses de abril e julho e que, eventualmente, pode se estender até meados da primeira quinzena de agosto.

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