terça, 17 de julho de 2018
Saúde
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Zika é mais perigosa nos três primeiros meses de gravidez

Redação com Secom-PB / 01 de abril de 2016
Foto: Secom-PB
Os três primeiros meses de gravidez são o período de maior risco para as mães serem contaminadas com o vírus da zika, pois é quando ele pode atingir o feto e causar a microcefalia. A constatação foi relatada nos resultados preliminares da pesquisa de caso-controle sobre a má-formação realizada na Paraíba e divulgada nessa quinta-feira (31). O estudo tem a parceria do Governo do Estado, Ministério da Saúde e Centro de Controle e Prevenção de Doenças do Governo dos Estados Unidos (CDC).

A pediatra e epidemiologista do CDC, Erin Staples, apresentou os resultados preliminares obtidos na pesquisa de campo realizada na Paraíba. De acordo com a médica, mais de 600 mães e bebês foram objetos do estudo caso-controle. Entre os bebês, 52% são do sexo feminino e 48% do sexo masculino, na faixa-etária de 0 a 7 meses.

Segundo ela, a primeira etapa da pesquisa mostrou, preliminarmente, que a microcefalia atinge mais os bebês de mães que tiveram a zika durante o primeiro trimestre da gestação. Além disso, não foi encontrada nenhuma evidência que associe níveis de renda ou escolaridade com a microcefalia, o problema ocorre em classes sociais e níveis escolares variados.

O estudo também não encontrou nenhuma associação da microcefalia com a exposição de produtos como inseticidas. Erin Staples ainda explicou que a próxima etapa da pesquisa será feita nos Estados Unidos com a análise das amostras de sangue coletadas nas mães e bebês paraibanos. Somente após esta fase, os resultados finais serão divulgados.

O estudo na Paraíba teve início no dia 22 de fevereiro, contando com oito equipes de campo que realizaram um monitoramento de mais de 600 mães e bebês, com e sem microcefalia na Paraíba. O estudo de caso-controle foi feito por meio de coleta de dados, entrevistas e realização de exames em crianças com microcefalia, além de bebês saudáveis e suas respectivas mães.

“Esse é um exemplo do que pode ser feito com a união de pesquisadores de diversas partes. Sem o empenho das equipes, nosso estudo não seria possível. Agradeço ao Governo do Estado, às famílias que abriram suas portas para as equipes e permitiram o êxito desta etapa da pesquisa”, ressaltou a representante do Departamento de Saúde e Serviços Humanos do Governo Americano, Amy Dubois.

Para o representante do Ministério da Saúde, Eduardo Ágile, enfatizou a relevância da parceria da Paraíba com os Estados Unidos na busca de contribuir com os estudos sobre zika e microcefalia. “Em nome do Ministério da Saúde venho agradecer a participação da Paraíba, que junto com o CDC dos Estados Unidos se envolveram na execução dessa pesquisa de campo. O estudo se deu de forma ágil, ética e eficaz. As dificuldades foram superadas por todas as equipes que unidas deram passos importantes na busca por respostas para o problema que preocupa o mundo”, frisou.

 

 

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