domingo, 18 de fevereiro de 2018
Saúde
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‘Pílula do câncer’ será testada em três Estados

Bruna Vieira / 21 de Maio de 2016
Foto: Divulgação
O Supremo Tribunal Feral suspendeu na última quinta-feira a Lei 13.269, sancionada em abril, que autorizava o uso da fosfoetanolamina sintética por pacientes com neoplasia maligna, mas as pesquisas não serão afetadas. Quem recebia a substância por via judicial pode ser prejudicado, como o agricultor de 66 anos, que mora em Santa Luzia, diagnosticado com câncer de cólon de reto em estágio avançado, há oito meses. Os estudos com seres humanos devem ser iniciados em São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará, nas próximas semanas.

Segundo a assessoria de imprensa do Icesp, há mais de 20 anos as cápsulas eram distribuídas pelo pesquisador Gilberto Chierice, do Instituto de Química de São Carlos da USP e não houve registros de danos à saúde de quem recebeu. Isso justifica que a primeira fase da pesquisa seja logo em seres humanos e não em animais, para agilizar os resultados, que devem sair em menos de um ano.

Porém, o estudo não tem previsão de início, já que as pílulas produzidas pelo Laboratório PDT Pharma, de Cravinhos e a Fundação para o Remédio Popular (Furp) ainda não estão prontas e os critérios de inclusão e exclusão ainda estão sendo definidos.

O estudo já foi aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa do Conselho Nacional de Saúde (Conep-CNS) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, segundo divulgado ontem pela Revista Pesquisa da Fapesp.

Pesquisa feita no Ceará

Segundo o diretor do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos da Universidade Federal do Ceará, Manoel Odorico Moraes, a fase clínica da pesquisa começa em agosto. Odorico acredita que o processo será concluído apenas em 2018, pois segue rigorosamente as normas previstas.

Teste em humanos no Inca 

Após ser aprovado na fase clínica no Ceará, os testes serão iniciados no Instituto Nacional do Câncer, no Rio de Janeiro. São quatro grupos de 50 pacientes com tipos diferentes de câncer e que não respondem bem ao tratamento. “Temos que fazer todos os testes. Não dá para extrapolar em humanos os resultados obtidos em animais”, declarou a coordenadora de pesquisa do Inca, Marisa Maria Dreyer Breitenbach.

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