sábado, 18 de novembro de 2017
Saúde
Compartilhar:

Patos registra sete casos de chikungunya e sobe para 20 número de vítimas confirmadas

Renata Fabrício / 17 de março de 2016
O município de Patos confirmou sete casos de chikungunya, a doença transmitida pelo Aedes aegypti, causadora de dores fortes nas articulações, que podem durar meses. Com estes, sobe para 20 o número de pacientes com registros confirmados laboratorialmente de chikungunya em nove cidades do Estado. Desde o ano passado, as autoridades de saúde no País confirmaram a circulação do vírus, mas os casos estão aumentando nos últimos dias, principalmente, depois que a doença se tornou de notificação compulsória, ou seja, há um mês, todos os médicos e unidades de saúde estão obrigadas a registrar casos suspeitos e encaminhar pacientes para exames.

Como a chikungunya é considerada uma doença “trifásica”, existem orientações para o tratamento em cada período de evolução do paciente. “Deve-se procurar um infectologista ou um reumatologista, porque o controle da dor é difícil. É uma dor importante, que vai e volta, e também há médicos especialistas em dor. É uma doença de manifestação trifásica. Os primeiros dez dias são de febre e artrosia. É uma doença que tem uma fase aguda, subaguda e em alguns pacientes tem a fase crônica. Então para cada fase existem medicações que podem ou não ser utilizadas. Quando o paciente está na fase crônica, sabe-se que o vírus continua se replicando nas articulações, mas não sabemos ainda porque uns passam por essa fase e outros não. Acreditamos que o repouso na fase aguda evita que paciente cronicite e que pacientes com problemas reumatológicos tendam a ter mais dores”, ressaltou.

Sequelas neurológicas

Não é comum, mas em casos raros os pacientes podem evoluir para doenças neurológicas, como no caso dos três óbitos confirmados este ano no Trauma. “O quadro clássico da chikungunya não apresenta problemas neurológicos. Mas nos pacientes que tiveram é possível que se manifeste a síndrome de Guillain Barré e encefalite. São casos raros, e acontecem em pouquíssimos pacientes, mas é possível. As mortes que foram confirmadas na semana passada acontecerem porque houveram manifestações neurológicas desconhecidas. Casos de pessoas com chikungunya que apresentem fraqueza muscular e manifestações convulsivas são um sinal de alerta”, contou Priscila de Sá.

Lacen faz diagnóstico da chikungunya

Apesar de a notificação de casos suspeitos de doenças relacionadas ao zika vírus ter se tornado compulsória há um mês pelo Ministério da Saúde, a gerente de Vigilância Epidemiológica da Paraíba, Isabel Sarmento, reforça que o Estado já vinha adotando essa medida de vigilância mesmo para casos de pessoas que não viajaram. “Nós enquanto vigilância estávamos encaminhando exames para serem feitos em Pernambuco. Já tínhamos o diagnostico de chikungunya em Cajazeiras, e desde quando confirmou-se que o vírus começou a circular estávamos vigilantes. A antiga orientação para notificação era de casos de viagem, e que agora pode ser também de pessoas que não estavam em viagem. Mas nós já estávamos fazendo o diagnóstico. O que está acontecendo com o aparecimento e a divulgação desses casos é que recebemos o kit para fazer o diagnóstico da chikungunya aqui na Paraíba”, disse.

Leia mais novidades sobre casos de chikungunya no jornal Correio da Paraíba desta sexta-feira.

Relacionadas