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Ministro defende saúde sustentável e evita falar em rede de financiamento na Paraíba

Nice Almeida / 14 de agosto de 2015
Foto: Assuero Lima
A Paraíba recebeu, nesta sexta-feira (14), a visita do Ministro da Saúde Arthur Chioro, que participou da entrega da reforma do Hospital de Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa. Chioro elogiou o novo espaço, disse que o SOS Emergência do Governo Federal tem contribuído para melhoria do setor nos Estados, mas desconversou quando o assunto foi rede de financiamento.

Para o ministro o debate na saúde deve ser concentrado na sustentabilidade dos poderes públicos. "Nós, mais que uma linha de financiamento, precisamos rediscutir a sustentabilidade do sistema de saúde. A população vai envelhecendo rápido e a longevidade da nossa vida tem que ser mantida com qualidade e o atendimento à saúde é fundamental", declarou Chioro.

O ministro argumentou que o uso das novas tecnologias tem encarecido o serviço. "No Brasil e no mundo tem muita incorporação das novas tecnologias e o custo da assistência médica tanto no setor privado, quanto no público fica mais exigente. Por isso, os governadores, prefeitos e a população devem discutir para hoje e para o futuro as medidas necessárias para se ter sustentabilidade", ressaltou.

Ele também não defendeu a volta da cobrança da Contribuição Provisória sobre a Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira (CPMF) como forma de melhorar o sistema de saúde. "A CPMF não é a solução. Creio que o importante é discutir diferentes possibilidades, adequadas as necessidades do país, que deem sustentabilidade ao sitema de saúde. Os governadores têm feito muito essa discussão e no momento certo ela será colocada em debate nacional", finalizou Arthur Chioro.

*O Governo Federal não tem trabalhado com nenhum modelo novo específico para a criação de uma contribuição financeira para a saúde. O Ministério da Saúde apenas acompanha sugestões e debates, tanto da sociedade civil como também dos gestores e dos representantes do poder público, como prefeitos e governadores. Não há, no âmbito do governo federal - o que abrange a equipe econômica - nenhuma discussão em curso sobre o tema.

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