domingo, 18 de fevereiro de 2018
Saúde
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Mais de 70% dos pacientes com artrite reumatoide têm receio de falar sobre mal

Bruna Vieira / 04 de setembro de 2016
Foto: ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO/PFIZER
A artrite reumatoide afeta toda a família, o paciente não consegue realizar atividades simples, como segurar um copo, abrir a geladeira ou se barbear. Muitos precisam até deixar o trabalho. Isso porque, ela causa rigidez nas articulações, deformidade, desgaste ósseo e incapacidade funcional. Durante o 33º Congresso Brasileiro de Reumatologia foi apresentada a pesquisa “Narrativa”, que trata do diálogo entre médicos e pacientes sobre a artrite reumatoide e que revela os problemas na comunicação. A maior parte dos pacientes tem receio de discutir a doença com médicos.

Dentre as razões estão, o medo de ser visto como difícil (chato) e isso afetar o tratamento, não se sentir à vontade, achar que deve obedecer sem questionar, não entender as informações repassadas pelo médico, desconhecimento da doença e pela falta de tempo nas consultas. Por outro lado, os médicos alegam que os pacientes não são sinceros sobre os sintomas.

O médico Cristiano Zerbini, coordenador do Núcleo de Reumatologia do Hospital Sírio-Libanês afirmou que a dificuldade nas consultas não é exclusiva do setor público. “O retorno é difícil de marcar no SUS e planos, demora mais de três meses, são poucas consultas. Piora o tratamento, precisa de mais e com mais tempo. Durar pelo menos uma hora. A humildade do paciente não é bom, porque tem medo de ser chato se perguntar demais. Não falta remédio, falta consulta. No Brasil, os biológicos são dados de graça, que custa até R$ 7 mil”, disse.

O estudo foi divulgado no Fórum “Paciente crônico, desafio para toda a família, promovido pela Pfizer. Tanto médicos quanto pacientes concordam que gostariam de mais consultas. Os pacientes crônicos são acompanhados por toda a vida.

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