quarta, 22 de novembro de 2017
Saúde
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Mais de 40% dos casos suspeitos de microcefalia na Paraíba estão descartados

Redação / 30 de março de 2016
Foto: Assuero Lima
Mais de 40% dos casos suspeitos de microcefalia notificados na Paraíba já foram descartados. No boletim epidemiológico divulgado nessa terça-feira (29) passaram de 91 para 95 os casos confirmados. Já são 847 notificações, sendo que 412 casos estão em investigação e 340 foram descartados. O Ministério da Saúde continua investigando 4.291 casos suspeitos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, sugestivas de infecção congênita em todo o Brasil. Dos casos já concluídos, 944 foram confirmados e 1.541 descartados.

Os profissionais da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) alertam que não é apenas o zika vírus que causa a malformação em bebês. De acordo com a coordenadora da área de Neonatologia do Instituto Cândida Vargas (ICV), Juliana Soares, a microcefalia pode ocorrer sempre que houver uma lesão cerebral significativa na fase de crescimento acelerado do cérebro, não é um problema específico de uma doença ou condição.

Ainda de acordo com a coordenadora da área de Neonatologia do Instituto ICV, as formas de evitar o contágio com essas doenças variam de acordo com cada uma, mas os cuidados básicos com higiene e a saúde, inclusive de animais domésticos, e manter-se sempre vacinado são fundamentais.

“A mulher deve sempre estar vacinada, se prevenir de picadas de mosquitos usando repelente ou andando mais coberta, evitar a ingestão de carne malpassada e o contato com fezes de gato, no caso da toxoplasmose, entre outros cuidados básicos”, orienta a médica.

Rubéola - Até a constatação da relação entre o zika e o nascimento de bebês com microcefalia, o grande temor das grávidas sempre foi a rubéola. A infecção durante a gravidez pode causar diferentes tipos de malformação fetal. Problemas de audição, de visão, doenças ósseas, alterações cardíacas e microcefalia são algumas das complicações decorrentes da infecção na gestante. Existe vacina e está disponível no calendário regular de vacinação.

Toxoplasmose - A doença é causada por um protozoário que pode estar presente nas fezes de felinos e também em carnes malpassadas. Em geral se trata de uma febre branda. Na gravidez, no entanto, pode causar más-formações cerebrais no feto, entre elas a microcefalia.

Citomegalovírus - Embora a infecção em si não seja grave, geralmente uma febre branda, as consequências para o feto podem ser sérias, sobretudo porque não há tratamento para a doença. No feto em formação essas infecções podem causar alterações no sangue, problemas de audição, microcefalia.

Sífilis - A doença, causada por uma bactéria, é sexualmente transmissível, uma doença grave, porém tratável. No entanto, se acometer grávidas, pode trazer complicações de formação fetal, sobretudo anomalias ósseas.

Pizza microcefalia - matéria

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