terça, 18 de dezembro de 2018
Saúde
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Maioria de atendimentos do Samu no primeiro semestre foi a vítimas de acidentes de trânsito

Da redação com assessoria / 28 de junho de 2016
Foto: Nalva Figueiredo
Assim como nos hospitais, os atendimentos a vítimas de acidentes de trânsito também são os líderes das estatísticas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em João Pessoa. Só neste ano, o órgão recebeu cerca de 220 mil chamados. Deste total, apenas 14% foram referentes a atendimentos (ligações). Até o dia 21 de junho foram quase 19 mil ocorrências atendidas entre socorro e transferências. Do total, os acidentes de trânsitos tiveram um pouco mais de 3,8 mil ocorrências. Os trotes são responsáveis por 34% das ligações registradas.

Nos seis primeiros meses do ano, a soma das ocorrências de quedas e acidentes de trânsito foi responsável por mais da metade dos 7,5 mil registros. Enquanto os atendimentos resultados de acidente de trânsito foram 3.832, as quedas tiveram um quantitativo de 1.648 chamados. Traumas ortopédicos, agressões físicas e vítimas de armas de fogo também aparecem no topo da lista de ocorrências.

Estrutura

Atualmente são dez ambulâncias disponíveis para a população, das quais três delas são de unidade avançada. Também há 46 médicos disponíveis 24 horas nos sete dias da semana. Diariamente, a Central de Regulação recebe cerca de 1,2 mil chamados.

A base do Samu em João Pessoa recebe ligações de 62 municípios paraibanos. Segundo o coordenador geral do Samu, Márcio Ferreira, cada município tem condições de realizar os atendimentos, no entanto, a Capital é que concentra os chamados. “Hoje é um serviço indispensável para a população. Nestes dez anos houve uma melhora importante na organização do serviço. Com treinamento e qualificação, conseguimos melhorar a cada dia essa prestação de serviço à população”, disse.

Trotes

As estatísticas do Samu apontam que 34% das ligações registradas pelo atendimento são de trotes. A maior parte dos trotes é realizada por crianças e adolescentes e para combater a prática, a coordenação do Samu pede a ajuda dos pais na conscientização dos filhos. Na maioria das vezes, o trote é reconhecido ainda no processo de atendimento por telefone, casos em que as ambulâncias não são liberadas pela Central de Regulação. Quando o usuário é convincente, o trote só é descoberto quando o veículo chega ao local indicado na ligação. Nesses casos, as ambulâncias acabam sendo ocupadas por cerca de 40 minutos, tempo em que poderiam estar atendendo solicitações reais.

Com o objetivo de identificar e se prevenir contra os trotes, o Samu elaborou um cadastro com os números que já foram identificados como realizadores de trotes. As ligações para o serviço são cadastradas e se a equipe, ao chegar ao local do atendimento solicitado, identificar tratar-se de um trote, o número registrado entra para essa lista.

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