terça, 22 de agosto de 2017
Saúde
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João Pessoa registra 1.500 casos de ‘Calazar’ em 2 anos

Aline Martins / 11 de agosto de 2017
Foto: Assuero Lima
Em cinco anos, 265 internações e nove mortes por algum tipo de leishmaniose (visceral, cutânea, cutâneo -mucosa e não especificado) foram registradas em hospitais paraibanos conforme dados do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS).

Essa doença é transmitida pela picada de insetos hematófagos (que se alimentam de sangue), que são conhecidos por mosquito palha, tatuquira e outros a depender do local. Ela pode afetar tanto animais como humanos. Para conscientizar a população sobre a importância da prevenção, a MSD Saúde Animal em parceria com o Centro de Controle de Zoonoses da Capital realiza amanhã, das 8h às 12h, o Dia de Conscientização Sobre Medidas de Controle e Prevenção da Leishmaniose, no Parque da Lagoa, no Centro de João Pessoa.

Na Capital, desde 2015, 1.400 casos da doença foram confirmados em cães. Em 2012 foi sancionada uma lei federal que instituiu a Semana Nacional de Combate e Controle da Leishmaniose, em que todos os anos a Semana deve incluir o dia 10. Este ano, a programação começou dia 7 e termina no domingo. A MSD Saúde Animal, referência mundial no controle e na prevenção da leishmaniose visceral canina, apóia esta iniciativa e, durante a semana, realizou atividades de conscientização e alerta aos proprietários de cães sobre a importância da prevenção. Neste sábado, continua com algumas ações pontuais em regiões específicas onde ocorre grande número de casos da doença. Essa ação também ocorre em Fortaleza, Rio Grande do Norte e este ano, pela primeira vez em João Pessoa, local onde o número de casos de leishmaniose visceral vem crescendo a cada ano. A médica-veterinária e coordenadora de território da MSD Saúde Animal, Marielle Medeiros, explicou que a leishmaniose visceral (conhecida como calazar) é uma doença grave causada por protozoários do gênero Leishmania e tem ocão como seu principal reservatório.

Ainda segundo a especialista, a prevenção é a solução para o controle da doença. A leishmaniose pode matar o cão e também pôr em risco a vida daqueles que convivem com os animais infectados. Sintomas da doença. Ainda de acordo com Marielle Medeiros, se o cão for infectado uma vez, ele pode permanecer sem sintomas aparentes por vários meses e anos. “Mas pode se tornar uma fonte de infecção para outros animais e seres humanos e um reservatório da doença no meio urbano. Os sintomas são apatia, perda de peso e aumento do volume abdominal. Nos an i mais, provoca ainda crescimento acelerado das unhas e feridas na pele”, destacou. Em números. Segundo a veterinária, a leishmaniose visceral mata mais do que a dengue. Em João Pessoa, desde 2015 o Centro de Controle de Zoonoses confirmou mais de 1.400 casos da doença em cães – porém, testes realizados em clínicas particulares confirmam um número maior de casos.

Diagnóstico

A médica veterinária e coordenadora de territó- rio da MSD Saúde Animal, Marielle Medeiros, informou que a dificuldade de identificar o quadro de leishmaniose visceral. “Depois que o mosquito pica a vítima, pode demorar alguns meses para a doença se manifestar ou aparecer nos exames de sangue. E cerca de 50% dos animais infectados podem permanecer assintomáticos.

No caso dos animais que apresentam sintomas, os primeiros a se manifestarem são: feridas na pele, que podem ser locais (ponta de orelha, junções mucocutâneas - região entre a pele e a mucosa) ou difusas, aumento dos gânglios, perda de peso, crescimento exagerado das unhas, aumento do volume abdominal. Porém, é importante destacar que o diagnóstico somente pode ser feito por um médico-veterinário, por meio de exames laboratoriais”, comentou.

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