terça, 12 de dezembro de 2017
Saúde
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Epidemia de dengue avança na Paraíba e população não ajuda a combater o mosquito

Bruna Vieira / 14 de agosto de 2015
Foto: Divulgação
Dos 80 municípios que aparecem no último levantamento de infestação com risco de epidemia de dengue, 12 estão com mais de 10% dos seus imóveis infestados de larvas do Aedes aegypti (o aceitável seria até 1%). Alagoa Nova apresenta o maior índice: 17,2%. O ‘mapa da infestação’ mostra um Estado quase totalmente vulnerável à dengue, pintado de vermelho (risco) e amarelo (alerta). Além da estiagem, que força o armazenamento de água em recipientes que viram criadouros, a doença avança (já são 109 cidades em epidemia no Estado) por falta de engajamento da população e dos agentes de endemias.

A população tem uma parcela de responsabilidade no combate à dengue, pois são nas residências que se encontram os maiores focos. “É preciso que as pessoas olhem suas residências pelo menos uma vez por semana e os locais e depósitos de água para eliminar os focos. Lavar a vasilha de água do cachorro uma vez por semana e verificar se não há acúmulo de água por trás da geladeira. Os municípios onde há falta de água necessitam de armazenamento. É importante cobrir com saco plástico e cordão, para não ficar exposta”, afirmou a gerente.

Segundo Renata, o Estado recomendou acompanhamento e visitas técnicas e prestou orientações às secretarias municipais de saúde. “Também estamos fazendo intervenções com o fumacê, de acordo com o resultado do Liraa, mas essa não é a forma mais efetiva de combate, pois ela mata o mosquito. O objetivo é que ele nem se desenvolva. Mas, nem todos os municípios estão cumprindo as recomendações, eles encontram dificuldades. É difícil ter um controle”.

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