sábado, 18 de novembro de 2017
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Reprovado: repelentes não passam no teste da Associação de Defesa do Consumidor

Lucilene Meireles / 09 de julho de 2015
Foto: Divulgação
Em tempos de epidemia de dengue na Paraíba, os repelentes parecem ser uma saída na tentativa de afastar o mosquito Aedes Aegypt. Porém, uma avaliação realizada pela Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) em dez marcas, cinco delas exclusivas para crianças, foi taxativa: nenhuma protege com eficácia contra o mosquito. E mais: como os impactos à saúde com o uso frequente são desconhecidos, o produto deve ser usado com cautela, especialmente em crianças. Um dos riscos é afetar o sistema imunológico.

A pesquisa apurou que nenhuma marca repele o mosquito pelo tempo prometido na embalagem. Uma saída, conforme o dermatologista Otávio Sérgio Lopes, seria repassar um pouco antes para garantir a eficácia. Porém, ressaltou que, apesar da realidade, não é possível usar o produto diariamente para garantir o efeito repelente. Por não saber a metodologia utilizada no teste, ele preferiu não questionar o defender o resultado, mas avisou que exagerar é sempre ruim. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) recomenda aplicar, no máximo, três vezes ao dia.

“Não deve ser uma rotina a utilização dos repelentes, porque não se sabe o efeito biológico total, o impacto que pode trazer à saúde. São produtos capazes de alterar o sistema imunológico, machucando as células de defesa, apesar de passarem por controle de qualidade e estudos de segurança”, informou.

Otávio Sérgio Lopes acrescentou que os repelentes têm o objetivo de afugentar os mosquitos e o efeito teria que ser 100%. “O período de ação deles vem no rótulo, mas proteger o corpo inteiro é muito difícil. A pessoa coloca na perna e esquece o dorso da mão e fica exposta”, observou.

Ele garantiu que sempre recomenda a utilização de repelentes, mas há outras opções. Uma delas é a permetrina. “É usada para matar piolhos, sarna e carrapatos, mas pode ser utilizada nas roupas para afugentar os insetos. A substância impregna e tem um bom efeito repelente”, ensinou. O produto não tem o mesmo resultado se passado na pele.

Apesar da indicação do uso de repelentes e da permetrina, a SBD ressalta que medidas coletivas devem ser intensificadas, com a adoção de estratégias para evitar a não proliferação e promover a erradicação do mosquito Aedes aegypty.

Como funcionam

Segundo o médico Otávio Sérgio Lopes, o produto fica retido na camada superficial da pele. A pele absorve o material, como um filtro. A substância não deve atingir as estruturas celulares. “O efeito repelente depende de alguns fatores, como sudorese e a eficácia também diminui ao lavar as mãos, por exemplo”, explicou.

TESTADAS

Adulto

Exposis Extreme

Moskitoff

Super Repelex

Off!

Xô inseto!

Infantil

Johnson’s

Off!

Super Repelex

Huggies

Turma da Mônica

Xô inseto!

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