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Proposta do governo deve ser recusada e greve da UFPB pode se prolongar

Lucilene Meireles / 09 de julho de 2015
Foto: Rafael Passos
Na UFPB o calendário letivo será alterado. O semestre 2015.1, previsto para terminar em 22 de julho, vai se estender para reposição das aulas. O presidente da Associação dos Docentes da UFPB (Adufpb), Jaldes Meneses, avisou que será apenas um momento de reflexão sobre a proposta apresentada pelo governo federal. “Não avançamos durante o período de greve. A proposta deve ser recusada porque não cobre sequer a inflação do período, inclusive, o pagamento seria dividido em quatro anos”, resumiu.

Ainda não houve reunião para discutir como ficará o calendário de aulas e que isso só vai acontecer quando a greve terminar. “O calendário letivo terá que ser alterado, porque tudo é programado, aulas, férias. Porém, a determinação é do Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe). É certo que as aulas terão que ser repostas e o semestre vai se estender, porque a legislação estabelece que se cumpram os 100 dias letivos”, explicou o coordenador de escolaridade da UFPB, João Wandemberg Gonçalves.

Para ele, apesar da legitimidade da greve, há prejuízos para os alunos. “Fica complexo, infelizmente. Quem é professor sabe que prejudica o aprendizado. Há uma quebra na sequência da ministração. Não posso dizer que o aluno sai sem aprender o que deveria, mas ele perde”, constatou. Na UFCG, o calendário acadêmico também vai sofrer alterações, conforme a assessoria de imprensa da instituição.

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