quinta, 21 de setembro de 2017
Campina Grande
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População se queixa da falta de abrigos e de condições nas paradas de ônibus

Francisco José / 13 de julho de 2015
Foto: Antônio Ronaldo
As oito empresas de ônibus que detém a concessão para explorar o transporte coletivo em Campina Grande transportam mensalmente, cerca de três milhões de pessoas. A maioria da população campinense usa o transporte urbano para o deslocamento de casa ao trabalho, à escola e vice-versa. Entretanto, essa massa de usuários continua se queixando da falta de abrigo de passageiros em número suficiente, em todos os pontos de paradas de ônibus. Sem abrigos, os passageiros estão expostos ao sol e à chuva. Para se ter um exemplo, a Rua Presidente Costa e Silva, que liga os bairros do Centenário, Santa Rosa e Cruzeiro, conta com apenas um abrigo, à altura da Escola Municipal Cristina Procópio. A inexistência do equipamento se repete em outras artérias, por onde trafega uma frota superior a 200 ônibus diariamente.

Mas a Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos (STTP), responsável pela gestão do sistema de transporte coletivo em Campina Grande, pretende solucionar o problema da falta de abrigo ainda neste segundo semestre de 2015. A gerente de Transportes da STTP, Araci Brasil, informou ontem que está em fase de conclusão o levantamento de todos os pontos de parada de ônibus, onde deverão ser instalados ou recuperados abrigos de passageiros.

O levantamento por GPS na zona urbana foi concluído, faltando a conclusão de idêntico trabalho nos distritos de Campina Grande atendidos pelo transporte coletivo. Alex Marcolino, gerente de operações da STTP, explicou que, até a próxima semana já será possível saber o número exato de todos os locais que deverão ser contemplados com os abrigos para passageiros. Para a implantação desse equipamento a autarquia vai abrir licitação, mas segundo a gerente Araci Brasil, falta a alocação dos recursos para que essa providência possa ser adotada.

Alex Marcolino também explicou que, a STTP está fazendo o estudo dos tipos de abrigo que poderão ser implantados em Campina Grande. O órgão ainda não sabe se mantém os antigos abrigos de cimento armado da década de 1980. Na opinião de Araci Brasil, apesar de rústicos, eles protegem mais da ação da chuva e do sol. Mesmo com a chegada dos abrigos de ferro e acrílico, muitas paradas de ônibus ainda contam com os abrigos de cimento. Os de ferro e acrílico, apesar de apresentarem um design moderno, oferecem pouca proteção aos usuários.

A STTP também está fazendo o estudo detalhado dos locais que precisam de abrigo, para saber qual o tipo que se mais se adapta a determinado espaço. “Tem ponto de parada que não comporta a construção de qualquer tipo de abrigo”, diz Alex Marcolino, admitindo a possibilidade de remanejamento da parada para outro local, onde os usuários do transporte coletivo possam ser abrigados da chuva e do sol.

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