sexta, 28 de julho de 2017
Policial
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Polícia estoura fábrica de armas em Campina Grande

Fernanda Figueiredo / 17 de julho de 2015
Foto: Chico Martins
Um comerciante ilegal de armas, inclusive de grosso calibre, foi preso em flagrante, na manhã de ontem em Campina Grande. A Polícia Civil flagrou Antônio Tomé do Nascimento, de 67 anos, conhecido por ‘Cabecinha’, com um revólver calibre 38 pronto para ser vendido. Em sua residência, no bairro Pedregal, foram encontradas 14 armas, entre elas um fuzil 762, dois rifles calibre 44 e revólveres calibre 38 e 32, além de silenciadores, munições e peças para adulteração e fabricação de armas e acessórios.

De acordo com o delegado Ramirez São Pedro, do Núcleo de Homicídios de Queimadas, as investigações começaram há dois meses, após algumas prisões que resultaram também em apreensões de armas. “As armas utilizadas em crimes ocorridos em Queimadas tinham numeração adulterada ou eram de fabricação caseira, Começamos então uma investigação, interrogamos algumas pessoas e chegamos à identificação do Antonio Tomé, como um fabricante de armas de fogo. Na casa dele, no bairro do Pedregal, onde funcionava a ‘fábrica’, com peças, ferramentas e munições”, disse o delegado.

O delegado afirmou, ainda, que o suspeito comercializava as armas para criminosos e ainda ajustava as que precisavam ser consertadas.

Havia um mandado de busca expedido pela Justiça e, na manhã de ontem, por volta das 8h, o acusado foi preso em uma loja no Centro da cidade, onde ele prestava serviços.

“Ele estava inclusive com um revólver calibre 38 para ser comercializado. Geralmente, ele marcava de entregar as armas aos clientes na rua para não levantar suspeitas. Em depoimento, o acusado confirmou que fazia esse tipo de atividade há mais de vinte anos e que recuperava armas velhas e montava novas com ferramentas em casa mesmo e também fazia uso do espaço de trabalho, uma empresa de placas de aço”, revelou Ramirez.

Direto para o presídio

Antônio Tomé foi ouvido na delegacia e depois encaminhado à Penitenciária Padrão de Campina Grande. O suspeito deve responder pelo artigo 17 da Lei 10.826/2003 (Estatuto do Desarmamento), que prevê reclusão de quatro a oito anos mais multa para quem adulterar registro de armas de fogo e comercializa sem autorização ou em desacordo com a determinação legal ou regulamentar.

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