domingo, 18 de fevereiro de 2018
Policial
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Polícia empresária que teria dado golpe em turmas de formandos

Katiana Ramos / 12 de dezembro de 2017
Foto: Divulgação
A Polícia Civil está investigando a possibilidade de um golpe que a proprietária de uma empresa de cerimonial teria aplicado em turmas de pelo menos seis universidades particulares em João Pessoa e Guarabira. Na tarde dessa segunda-feira (11), dezenas de estudantes compareceram à Delegacia de Defraudações para registrar boletins de ocorrência e, somente em uma das turmas lesadas, o prejuízo gira em torno de R$ 200 mil.

De acordo com a delegada Wanderléa Gadi, alguns estudantes que contrataram os serviços da empresa e que estão com a festa de formatura programada para a próxima semana, desconfiaram do comportamento da empresária e identificaram que os pagamentos nos locais locados para o evento não foram feitos.

“Eles [estudantes] foram no local onde seria o baile e lá foram informados de que ela não tinha pago nada, mas que a data estava reservada. Como ela goza de prestígio, porque tem anos de experiência no mercado, as pessoas ainda não a consideram em débito, porque nenhum evento passou do prazo. Então, efetivamente hoje, ela não deve a ninguém”, explicou a delegada, lembrando que o caso continua sendo acompanhado pela Delegacia de Defraudações.

Entre os estudantes que denunciaram a empresária está a concluinte do curso de Direito do Instituto de Educação de João Pessoa (Unipê), Mayara Ramalho. “São 37 concluintes da turma dela e cada um pagou R$ 5.300, restando mais duas parcelas que seriam pagas em janeiro e fevereiro. Minha filha está arrasada, porque não é só a questão material, mas a realização de um sonho. Passamos três anos pagando essa formatura”, lamentou a mãe da estudante, Nina Ramalho.

Em outra turma de concluintes, da Faculdade Maurício de Nassau, a empresária teria lesado as vítimas em pelo menos R$ 27 mil. “Até agora o que sei é que ela [empresária] desapareceu e certamente não teremos nada do que pagamos. Estamos muito tristes”, relatou o concluinte de Jornalismo da Maurício de Nassau, Adriano Marinho.

De acordo com as vítimas, a empresa teria fechado contrato para festas de formatura, que seriam realizadas neste mês, janeiro e fevereiro de 2018, com pelo menos outras 15 turmas, distribuídas em seis faculdades.

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