domingo, 20 de maio de 2018
Policial
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Paraíba tem duas pessoas presas em operação nacional contra pornografia infantil

Aline Martins / 18 de Maio de 2018
Foto: Assuero Lima
Um estudante de gastronomia de 27 anos e um aposentado de 59 anos foram presos em flagrante na manhã de nessa quinta-feira (17) nos bairros de Tambaú e Jardim Oceania, em João Pessoa durante a Operação ‘Luz na Infância 2’, que foi realizada simultaneamente em 24 estados e no Distrito Federal. Após serem ouvidos pela Polícia Civil da Paraíba os dois pagaram fiança e vão responder em liberdade. No entanto, os equipamentos eletrônicos serão periciados e os resultados devem ser divulgados em 30 dias. Ao todo, 251 prisões foram feitas na ação.

A operação visa combater a pornografia, violência sexual e a exploração infantil. Essa foi considerada a maior operação realizada no País.

Na Paraíba, segundo o delegado geral adjunto da Polícia Civil, Isaías Gualberto, foram cinco mandados de busca e apreensão, sendo três em João Pessoa, um em Campina Grande e um no município de Remígio. “Houve duas prisões em flagrante em João Pessoa. É uma operação nacional. Já é a segunda etapa e é uma caça a rede de pedófilos que atua no País”, frisou. Computadores, notebooks e aparelhos celulares dos alvos da investigação nas três cidades paraibanas foram apreendidos e encaminhados para a Central de Polícia Civil para posterior perícia.

As polícias chegaram aos investigados, que não tiveram os nomes revelados, através de um monitoramento feito pelo serviço de inteligência. “Por questão de técnica policial, a gente não pode dizer os detalhes e como chegamos a esses criminosos”, afirmou, acrescentando que as investigações sobre esse tipo de crime continuam na Paraíba. Em relação aos perfis, Gualberto disse que são de classe média e que a sociedade jamais desconfiaria da atuação dessa prática criminosa.

“Eles foram autuados pelo crime 241 B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que é armazenar qualquer tipo de material pornográfico envolvendo criança e adolescente”, afirmou, destacando que ter esse tipo de material já se configura crime. O delegado geral da Polícia Civil da Paraíba, João Alves, informou que a investigação já ocorre há meses. Destacou que ocorreu a primeira fase no ano passado. Ainda em relação às duas prisões, frisou que a situação pode ser agravada após a perícia que será feita pelo Instituto de Polícia Científica (IPC). A princípio não é possível afirmar se os presos tiveram contato virtual ou físico com as vítimas, somente após a perícia.

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