sábado, 19 de agosto de 2017
Policial
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Vaqueiro acusado de estuprar e matar jovem em Queimadas é condenado a 34 anos de prisão

Fernanda Figueiredo / 18 de agosto de 2015
Foto: Chico Martins
Acusado de estuprar, matar e ocultar o corpo da adolescente Ana Alice de Macedo Valentim, de 16 anos, o vaqueiro Leônio Barbosa de Arruda foi condenado a 34 anos e quatro meses de reclusão, em regime fechado, pelos crimes que cometeu no dia 19 de setembro de 2012. A sentença foi proferida ontem pelo juiz Antônio Gonçalves Ribeiro Júnior, da 1ª Vara Mista da unidade local,durante júri popular ocorrido na Câmara Municipal de Queimadas, Agreste paraibano.

Ana Alice morava na zona rural de Queimadas, com a mãe e quatro irmãos, e estudava na cidade de Boqueirão. No dia de seu desaparecimento, a adolescente foi vista pela última vez após o motorista do ônibus escolar deixá-la em caminho próximo à sua residência. O corpo dela foi encontrado apenas no dia 8 de novembro, enterrado na zona rural do município de Caturité, com marcas de violência sexual e espancamento.

Após sorteio entre os jurados, o Conselho de Sentença do julgamento foi formado por cinco mulheres e dois homens. Foram ouvidas seis testemunhas arroladas pelo Ministério Público. Durante o interrogatório do réu, Leônio se reservou ao direito de nada declarar, inclusive quando foi indagado por uma jurada se estava arrependido do crime praticado.

Os assistentes de acusação do Ministério Público foram os advogados Claudionor Vital, José Ricardo e Jairo Oliveira. Jairo ressaltou que o crime praticado por Leônio apresenta qualificadores como motivação torpe, falta de oportunidade de defesa por parte da vítima e ocultação de cadáver.

O promotor que atuou no julgamento, Márcio Teixeira, disse que a condenação já era esperada e que a suposta participação de uma segunda pessoa no crime é entendida pelo Ministério Público como um álibi do réu. Os advogados de defesa, Janduí Barbosa e Márcio Maciel Bandeira, não quiseram falar com a imprensa.

Para o juiz do caso, a sentença é uma resposta aos crimes cometidos pelo acusado. “Ele foi condenado a 34 anos e 4 meses de reclusão, mais 60 dias multa, que é uma multa pecuniáriano valor de 1,8 salários mínimos, com referência à época. Acho que a sociedade de Queimadas deu a resposta ao crime atribuído ao réu. Ele foi julgado cumprindo o que a constituição federal rege em casos de crimes dolosos”, avaliou.

Leia a reportagem completa no Jornal Correio desta quarta-feira

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