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Júri de Stuckert deve ser este ano e família de Bríggida pede justiça

Lucilene Meireles / 21 de julho de 2015
Foto: Divulgação
O julgamento de Gilberto Stuckert Neto, acusado de matar a professora Briggida Rosely de Azevedo Lourenço deve acontecer ainda este ano. A afirmação é da promotora do caso, Artemise Leal, embora a decisão seja da Justiça. Para a família da vítima, a notícia serve como alento após três anos de espera pelo desfecho do caso. Já a situação do réu, que está preso no Centro de Ensino da Polícia Militar, parece se complicar. O advogado de defesa, Carlos Neves, se afastou do caso há uma semana. Ele afirmou que o caso é muito difícil. O processo está no Ministério Público.

Íkaro Azevedo, irmão da professora, disse que os familiares esperam que a justiça seja feita. “Fui informado que o caso iria entrar em pauta. Já havia ocorrido uma audiência quando ele se entregou e nesta foi pronunciado que ele seria condenado a júri popular. Agora, depois de três anos, para alívio da família, o processo está no Ministério Público”, afirmou. Entre as pessoas que serão ouvidas estão familiares de Briggida, a exemplo do próprio Íkaro.

“Quando soube que o julgamento pode acontecer em setembro, fiquei muito feliz. Três anos é muito tempo de impunidade. Tivemos uma perda enorme. É uma dor sem cura. Lamentamos muito a demora, mas acredito na Justiça da Paraíba. Que ele seja julgado e condenado para mostrar à população, aos homens machistas, que existe justiça, que mulher nenhuma deve ser machucada. Ele não aceitou o fim do relacionamento, agiu com crueldade. Nada justifica tirar a vida de uma pessoa”, declarou. Junto com o grupo Mães na Dor, a família está articulando uma mobilização no mês do julgamento.

Promotora

A promotora Artemise Leal afirmou que o processo foi remetido ao Ministério Público na última sexta-feira. “Creio que vai entrar em pauta em setembro. No entanto, esta é uma decisão do juiz”, frisou. Foi decidido há dois anos que o réu vai a júri popular qualificado com duas qualificadoras, uma é porque impossibilitou a defesa da vítima e a outra porque o crime foi por motivo torpe, o ciúme.

“Vamos querer o apoio da sociedade. As mulheres estão sendo vítimas. Temos que olhar a violência contra as mulheres e ressaltar a importância de quebrar esse machismo”. A reportagem não conseguiu ouvir o juiz da 1º Tribunal do Júri, Marcos William de Oliveira.

O corpo de Bríggida Lourenço foi encontrado no dia 19 de junho de 2015, no apartamento onde morava, no bairro dos Bancários, em João Pessoa, com sinais de estrangulamento.

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