segunda, 21 de maio de 2018
Policial
Compartilhar:

Indiciado por latrocínio contra Warley, jovem conta sua versão dos fatos

Ainoã Geminiano / 02 de Março de 2018
Foto: Reprodução TV CORREIO
Depois de ser indiciado por tentativa de latrocínio contra o ex-jogador Warley, Victor Coelho, de 26 anos, falou em entrevista para a TV Correio e negou a acusação, alegando que agiu apenas em legítima defesa contra as agressões do dirigente do Botafogo-PB. O acusado recebeu o jornalista Hildo Pereira e detalhou sua versão do que teria acontecido na noite do crime. No final, Victor disse que o episódio o fez repensar seus planos e que deixou de fazer programas sexuais.

Segundo Victor, na noite do dia 26 de janeiro, ele estava em uma esquina da Avenida Edson Ramalho quando o ex-jogador parou o carro e o perguntou o valor do programa. “Disse que era R$ 80,00, até mais barato que os habituais R$ 100,00. Ele aceitou e pediu que eu entrasse no carro. No caminho me chamou para ir para a casa dele, dizendo que estava sozinho. Eu já comecei a fazer os serviços sexuais iniciais, enquanto ele dirigia. De repente parou em baixo de uma árvore. Estranhei e perguntei se seria ali mesmo, porque era uma rua muito movimentada. Ele disse que sim. Pulou para o banco de trás e me chamou para fazer o serviço completo. Eu disse que só ira se ele adiantasse o pagamento. Ele então voltou para o banco da frente e mandou que eu descesse do carro e começou toda a confusão”, contou.

O acusado continuou a narrativa dizendo que, antes de descer do carro, Warley teria pego um objeto na porta do motorista, que não sabia precisar se era uma faca. Que entrou em luta corporal com o ex-jogador para tomar esse objeto e que teria ferido Warley no queixo, de forma acidental, ao tentar tomar a tal arma. Afirmou que o ex-atleta o teria espancado até a exaustão, com “tentativas de murros e chutes”. Que teria sido atingido com um chute. Que conseguir fugir, levando o tal objeto e que resolver voltar por ter se sentido humilhado após ser agredido, decidido a brigar com Warley. “Eu estava com aquele objeto na mão e me agarrei com ele, mas para tentar acalmá-lo, porque estava fora de si. Aí aconteceram os ferimentos. Mas não tentei matá-lo. Não houve tentativa de latrocínio”, finalizou.

A narrativa, com lacunas e desencontros em vários momentos, foi a tentativa de Victor dizer que agiu em legítima defesa, por ter sido agredido. O acusado chegou a ser preso e foi libertado 24h depois, na audiência de custódia. Agora, com a conclusão do inquérito, o delegado do caso reforçou o pedido já feito anteriormente pelo Ministério Público, para que a Justiça decrete a prisão preventiva.

Relacionadas