domingo, 20 de maio de 2018
Policial
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Homem é preso comercializando aves silvestres em João Pessoa

19 de setembro de 2016
Um homem, morador de Campina Grande, foi preso na Capital, nesse domingo (18), comercializando aves silvestres que estão na lista de animais em extinção. Ele também foi multado em mais de R$ 60 mil, por crimes ambientais. A prisão e apreensão dos animais aconteceram por volta das 10h, na feira do bairro de Oitizeiro, local onde a polícia faz frequentes operações para combater esse tipo de crime. Além das multas, o acusado foi autuado em flagrante por crime ambiental e teve o carro apreendido. Foi liberado após pagar fiança e vai responder ao processo em liberdade.

O autônomo Cícero de Melo Filho estava com o um Gol de cor branca estacionado ao lado da feira, com as aves escondidas na mala. O compartimento traseiro semiaberto chamou a atenção de uma guarnição da Polícia Militar que passava pelo local. Ao abordagem o veículo, os policiais encontraram 47 aves, acondicionadas em gaiolas e caixas de papelão, acionando em seguida a Polícia Militar Ambiental.

Segundo o tenente Manoel Moreno Pereira Neto, coordenador do plantão na Ambiental, entre as espécies que estavam sendo vendidas por Cícero estava o Periquito Rei, que é ameaçado de extinção. “Além de serem animais em extinção, esses periquitos eram filhotes e estavam em uma caixa de papelão, submetidos a um calor muito forte. Entre as outras espécies, a maioria era de Canário da Terra, Concriz e Curitatã”, afirmou. As aves estavam sendo vendidas a uma média de R$ 50,00 e o acusado portava a quantia de R$ 6 mil, que pode ser apurado de vendas feitas antes da chegada da polícia.

Cícero foi preso e levado para a Central de Polícia, onde foi autuado em flagrante por crime ambiental. O carro que ele usava foi apreendido, por ser objeto de transporte do crime e levado para o batalhão da Polícia Ambiental. Como medida administrativa, os policiais lavraram duas multas. Uma delas no valor de R$ 23,5 mil, por prática de maus tratos contra os animais e a outra no valor de R$ 37 mil, pelo comércio de animais silvestres. “Ele deve recorrer dessas multas na Sudema (Superintendência de Administração do Meio Ambiente) ou tentar fazer um parcelamento para pagar. Somente depois de quitar o débito poderá reivindicar a recuperação do carro apreendido”, acrescentou o tenente.

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