sábado, 19 de agosto de 2017
Policial
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Chacina do Rangel completa oito anos neste domingo

Beto Pessoa / 16 de julho de 2017
Foto: RAFAEL PASSOS
Oito anos atrás, Priciano dos Santos via o pai, os três irmãos e sua mãe grávida de gêmeos serem assassinados a golpes de facão dentro de sua casa, naquela que ficou conhecida como a Chacina do Rangel. Neste domingo (16), com 21 anos, o jovem largou a escola para trabalhar numa oficina de gesso e lembra que a comoção social da violência que matou sua família não durou mais que um ano. Comente no fim da matéria.

Priciano tem hoje 21 anos, vive com o irmão, atualmente com 14 anos, e uma tia. “Eu vi quando ela (a assassina) deu a facada no meu irmão. Eu não achei que ele fosse sobreviver, mas graças a Deus ficou vivo. Ele não lembra muita coisa do que aconteceu, era muito pequeno, acho que por isso conseguiu conviver melhor com tudo”, disse.

Logo após o crime, lembra Priciano, muitas entidades e órgãos buscaram ajudar os irmãos que acabavam de perder toda a família, com o tempo, entretanto, foram caindo no esquecimento. “A gente tinha acompanhamento psicológico, mas depois começaram a dizer que não tinha psicólogo, que o psicólogo tinha faltado, então deixei de fazer consulta”.

Apesar da sensação de esquecimento, ele diz que as consultas o ajudaram a ter mais força para voltar a encarar a realidade.

“Eu fiquei em estado de choque. Nem consegui ir ao enterro dos meus pais. Eu não conseguia falar sobre o que aconteceu, mas agora me sinto preparado porque não dá para esquecer aquilo, tenho que encarar e seguir em frente”, disse Priciano dos Santos.

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