terça, 25 de setembro de 2018
Policial
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Caso Rebeca: Justiça decreta prisão preventiva do padrasto da estudante

Adriana Rodrigues / 21 de setembro de 2016
Foto: Divulgação

 A Justiça decretou nesta terça-feira (20) a prisão preventiva de Edvaldo Soares da Silva, padrasto da estudante Rebeca Cristina Alves Simões, morta em 11 de julho de 2011. Ele é o principal suspeito do homicídio segundo conclusão parcial do inquérito que investiga o assassinato de Rebeca pela Polícia Civil da Paraíba.



De acordo com o delegado responsável pelo caso, Glauber Fontes, o inquérito realizado pela Polícia Civil aponta 22 indícios que dão subsídios necessários para a prisão preventiva e o entendimento de que o caso está em fase de conclusão, após cinco anos de investigação e mais de 100 pessoas ouvidas em depoimento.



Ele disse que após todo o levantamento feito, o Ministério Público ofereceu a denúncia e o 1º Tribunal do Júri logo converteu a prisão temporária em preventiva, atendendo a uma representação da Polícia Civil. “O que significa dizer que Edvaldo Soares agora é considerado réu e responde pelos crimes de estupro e homicídio qualificado”, completou o policial.  



Glauber Fontes falou que entre os indícios apontados pela Polícia Civil destaca-se o histórico do suspeito na prática de crimes sexuais e que ao longo da investigação vários casos foram identificados, tendo alguns se transformado em inquérito policial próprio e em sindicância instaurada.



“No dia do crime Edvaldo Soares não estava escalado oficialmente para trabalhar no Presídio do Róger, como afirmava. Ele usou a unidade prisional apenas para apresentar um álibi que não se sustentou. Esteve ausente do presídio no dia do crime não em qualquer horário do dia, mas, exatamente no período em que a perícia concluiu que houve a morte da estudante Rebeca Cristina”, justificou o policial.



Segundo ele, por diversas vezes o suspeito tentou tumultuar as investigações, sempre trazendo informações falsas. “Quanto à motivação do crime trabalhamos em duas frentes: ou Edvaldo mantinha um relacionamento extraconjugal e a vítima teria descoberto isso ou possuía algum distúrbio sexual”, afirmou Glauber Fontes.                     



Durante as investigações a Polícia Civil descobriu que o padrasto de Rebeca Cristina tinha se envolvido em um caso de tentativa de homicídio contra uma ex- mulher, com quem tem uma filha. 



Além disso, na casa dele foram encontradas fotografias de crianças em poses sensuais. Compõem o inquérito, também, provas técnicas esclarecendo que no momento do crime, Edvaldo Soares estava na área onde Rebeca foi assassinada.



“Muitas provas nos dão referência para o pedido de prisão preventiva. Em depoimento, vários colegas afirmaram que Edvaldo disse que Rebeca estava desaparecida antes do meio dia, quando, na realidade, ele só foi comunicado oficialmente do desaparecimento da vítima após as 14h, pela mãe da estudante, que só sentiu falta da filha por volta desse horário. Temos informações robustas que dão clara certeza para a Polícia Civil  da participação efetiva do Edvaldo Soares no crime”, finalizou o delegado.





ENTENDA  O CASO





Rebeca Cristina, de 15 anos, foi violentada e assassinada em 11 de julho de 2011, no trajeto entre a casa da família e o Colégio da Polícia Militar, em Mangabeira VIII, Zona Sul de João Pessoa. O corpo da estudante foi encontrado com diversos tiros em um matagal na Praia de Jacarapé, Litoral Sul da Paraíba, na tarde do mesmo dia do crime. Em julho deste ano o padrasto da estudante teve a prisão temporária decretada pelo 1º Tribunal do Júri.


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