quarta, 13 de dezembro de 2017
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O Aedes invade o Sertão da Paraíba com as moléstias

Renata Fabrício / 30 de março de 2016
Foto: Arquivo
A cidade de Itaporanga, no Sertão do Estado, vive epidemia de doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypt. São 11 óbitos investigados por suspeita de chikungunya, mas os números que envolvem a suspeita da doença são bem maiores. De janeiro até agora, milhares de pessoas foram internadas nos hospitais da cidade com viroses. Até agora, só um paciente recebeu resultado positivo para chikungunya.

Segundo a secretária de Saúde do município, Ivanir Pinto, alguns óbitos investigados por suspeita da doença apresentaram casos de comorbidade, quando o paciente já tem doenças que o deixam vulneráveis.

“Destes 11 óbitos, investiguei cinco e, além da virose que possam ter tido, tinham algum tipo de comorbidade. Um tinha câncer, outro cirrose hepática, alguns tinham mais de 80 anos, ou seja, era um grupo com sensibilidade maior. Não que isso invalide a investigação, mas são casos em que o organismo não tinha resistência”, explicou.

O período de maior surto epidêmico na cidade foi entre janeiro e a primeira semana de março. Até a secretária de Saúde e o prefeito da cidade foram acometidos por viroses. “Eu ainda estou com sequela de chikungunya, que tive no início de fevereiro. São cinco dias de maior febre, e depois ficam os problemas nas articulações. Por incrível que pareça, eu e o prefeito fomos os primeiros acometidos por ela”, disse.

Reservatórios contaminados. Desde que a cidade entrou em alerta por causa da epidemia, um mutirão para erradicação do mosquito começou. “Consideramos a cidade em surto. O fumacê passou três semanas aqui. Recebemos dose extra de larvicida do Ministério da Saúde, porque 50% dos reservatórios nas residências estavam contaminados. Fizemos o trabalho de erradicação do mosquito, além do educativo, pedindo a população que ajudasse”, explicou.

O município contratou caçambas e garis para reforçar a limpeza em terrenos baldios. Uma solicitação foi feita ao Ministério Público para que a prefeitura tenha autorização de invadir os terrenos particulares para fazer a limpeza.

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