domingo, 20 de maio de 2018
Cidades
Compartilhar:

Moradores do Varadouro convivem com lixo, esgotos e ambulantes nas calçadas

Lucilene Meireles / 15 de Maio de 2018
Foto: Nalva Figueiredo
Barracas sem padronização, ambulantes ocupando as calçadas e disputando espaço com motoristas de transporte alternativo, lixo transbordando de um coletor e espalhado pela rua, esgoto, insegurança e vias públicas servindo de banheiro para quem frequenta os espetinhos à noite. Em resumo: um caos urbano.

Os problemas estão num ponto movimentado de João Pessoa, a área entre os terminais de Integração e Rodoviário. Cada categoria que atua no trecho e provoca tanta bagunça justifica sua presença pela necessidade de trabalhar. A culpa por toda a desordem, porém, ninguém assume e quem paga é a população. A maior parte dos problemas está na Rua Francisco Londres. É lá que ficam os espetinhos à noite, bem atrás do Terminal de Integração. Os clientes saem para urinar mais adiante, nas imediações do antigo Mercado Modelo. O mau cheiro, segundo os comerciantes da área, é terrível e não há fiscalização noturna. As calçadas, nesse trecho, estão esburacadas, colocando em risco o pedestre. Sem contar com os prédios antigos, sem manutenção.

Além disso, segundo o taxista José Morais, falta segurança. “Não tem policiamento e a gente se sente inseguro porque todo tipo de gente anda por essa área. Sem contar que todo dia pela manhã, o lixo toma conta”, denunciou.

Opiniões

Quem chega de outros municípios e dá de cara com a sujeira e a desorganização, desaprova a situação. A aposentada Maria Rodrigues mora no município de Boqueirão, região de Campina Grande, a 146 km de João Pessoa, e disse que toda a área precisa melhorar. “O problema é que a gente vota nas pessoas e não vê benefício em lugar nenhum. Não é uma realidade só daqui”, constatou.

O comerciante Reginaldo Medeiros tem um depósito de bebidas ao lado da Integração e diz que procura ser consciente. “Uns defendem, outros são contra, mas embora o comércio informal atrapalhe a gente tem que entender que o desemprego é grande. Temos que ser maleáveis”, observou. Por outro lado, segundo ele, há um esgoto na calçada que, embora a Cagepa sempre conserte, volta a apresentar problemas.

Para José Lisboa, motorista de transporte alternativo, a responsabilidade em relação à sujeira não é apenas do Poder Público. Já em relação ao rebuliço causado pelos colegas de profissão, ele argumentou que as pessoas precisam compreender que é a forma de atrair os clientes.

Relacionadas