segunda, 24 de setembro de 2018
Meio Ambiente
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Brasileiros mantêm consumo nada consciente

Ellyka Akemy / 19 de julho de 2016
Foto: Divulgação
Apenas três em cada dez brasileiros são considerados consumidores conscientes, segundo pesquisa divulgada ontem pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Este ano, o Indicador de Consumo Consciente (ICC) atingiu 72,7%, permanecendo praticamente estável em relação a 2015, quando apresentou 69,3%. O indicador pode variar de 0% a 100%: quanto maior o índice, maior é o nível de consciência do consumidor.

Para o estudo do SPC Brasil, consumidor consciente é aquele que avalia durante a compra de um produto o equilíbrio entre sua satisfação pessoal, as possibilidades ambientais, os impactos de longo prazo e os efeitos sociais e financeiros de sua decisão. Para isso, o ICC segmentou os consumidores em três categorias: ‘conscientes’ - que apresentam frequência de atitudes corretas acima de 80%; ‘em transição’, cuja frequência varia entre 60% e 80% de posturas adequadas; e ‘nada ou pouco conscientes’, quando a incidência de comportamentos apropriados não atinge 60%.

Para elaborar o indicador, o SPC Brasil realizou uma pesquisa com uma série de perguntas para investigar os comportamentos que fazem parte da rotina dos brasileiros.

Estas questões permearam as três dimensões que compõem o conceito de consumo consciente, e todas elas obtiveram resultados abaixo do desempenho ideal de 80%: práticas ambientais (72,5%), práticas financeiras (73,8%) e práticas sociais (70,6%).

Restrições limitam os gastos

O subindicador de Práticas Financeiras foi o único que apresentou um crescimento significativo: atingiu 73,8% este ano, ante 68% em 2015. Ele observa a habilidade do entrevistado para lidar com os apelos do consumismo e a capacidade de gerenciar as próprias finanças sem fazer dívidas ou comprometer o orçamento.

Mas este crescimento, segundo a economista, está associado provavelmente às restrições financeiras e receio do futuro, em virtude da recessão econômica, e não a uma maior consciência dos consumidores.

Já o subindicador de Práticas Ambientais tem como objetivo investigar a disposição do consumidor para minimizar o impacto de suas ações e agir de modo a não causar danos ao meio ambiente.  Em 2016, ele atingiu 72,5%, sem alteração estatística em relação a 2015 (71,7%).

O subindicador de Práticas de Engajamento Social analisou a disposição do consumidor para pensar coletivamente, medindo as consequências de suas ações na sociedade, bem como a capacidade para incentivar os outros a também consumir de maneira responsável. Em 2016, o subindicador ficou em 70,6%, ante 68,1% em 2015.

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