terça, 25 de julho de 2017
João Pessoa
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Sindicatos protestam para pressionar Governo Federal

Edson Verber / 31 de julho de 2015
Foto: Rafael Passos
Mais de 300 professores e servidores públicos das Universidades Federais e Estadual da Paraíba, e do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social), vindos de diversos municípios do interior, realizaram, ontem, com o apoio dos estudantes, um ato público no Centro de João Pessoa. O objetivo era de pressionar o Governo Federal a atender reivindicações, que têm como carro-chefe reajuste salarial de 27,3%. A manifestação, que incorporou a bandeira de lutas pelo fim dos cortes no Orçamento da União, iniciou-se na Lagoa do Parque Solon de Lucena e em passeata até a Praça João Pessoa.

O ato teve carro de som, panfletagem e dezenas de oradores se revezaram para protestar contra a política do Governo Federal para o Serviço Público e Educação. Uma das oradoras foi a estudante Suelen Nunes, da direção executiva dos estudantes de Medicina. Ela protestou contra os cortes no Orçamento da União, principalmente, para as universidades federais.

“Estudantes querem escolas públicas gratuitas, querem que sejam suspensos os cortes no Orçamento - que já chegam a absurdos R$ 9,4 bilhões somente na Educação e R$ 11 bilhões na Saúde - querem professores bem remunerados e querem ensino de qualidade, para que possamos realizar nossos sonhos, nos tornando profissionais qualificados para ajudar o Brasil a ter uma Nação cada vez mais forte e respeitada, no cenário mundial”, disse Suelen.

Mandado de segurança

Em nome do comando de greve da Universidade Estadual da Paraíba, o professor Edil Ferreira, repudiou os cortes orçamentários realizados pelas diversas instâncias governamentais. Ele reafirmou a luta “pela reposição salarial de 8%, correspondente a inflação de 2014, acrescido do que faltou repor da inflação de 2013, assim como o imediato cumprimento do Mandado de Segurança da 3ª Vara da Fazenda, que determina à Reitoria implantar 6,41%, referente à inflação de 2014.

Pelos professores das Universidades Federais da Paraíba, que estão parados há dois meses, falou o presidente da Aduf Seção Sindical, Jaldes Menezes. Ele destacou que “as universidades públicas federais enfrentam crise, em face dos cortes que o governo fez no orçamento, inviabilizando o funcionamento das instituições. Mesmo assim, em assembleia, a categoria decidiu reduzir de 27% para 19% o reajuste, em um sinal de que estariam dispostos a dialogar com o Governo Federal”.

No jornal Correio da Paraíba deste sábado você confere quais sais as reivindicações das categorias e qual foi a contraproposta apresentada.

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