quarta, 20 de setembro de 2017
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Regulamentação estadual abre brecha para uso de drones em espaços fechados

Bruna Vieira / 14 de julho de 2015
A Lei Estadual 10.490/15, que proíbe o uso de drones/vant em locais fechados, foi sancionada pelo governador Ricardo Coutinho e publicada no último sábado, mas não deve resolver o problema. Ao mesmo tempo em que proíbe, o dispositivo legal deixa uma brecha quando condiciona o uso à autorização do proprietário do imóvel.

Segundo os operadores de drones – que denunciaram o problema em reportagem do Jornal Correio, publicada no último dia 14 de junho - não existe segurança no uso desses robôs em ambientes fechados, ou seja, não deve ser usado de jeito nenhum.

Para o operador de drone, Augusto Vasconcelos, a lei não vai mudar nada. “Não vai mudar porque todos os donos autorizam a utilização, eles não têm a mínima noção do risco. Caso aconteça algo, eles devem se responsabilizar criminalmente e penalmente. Eu sou radicalmente contra o uso em local fechado. Era para ter sido proibido há muito tempo. O próprio manual diz que é para usar ao ar livre. Sou apaixonado por drone, mas se colocar dentro de uma igreja eu corro”, declarou o ex-diretor do Aeroclube da Paraíba.

Risco iminente

Augusto opera drone há um ano e é enfático quanto aos riscos. “Em lugar fechado, não há vôo estabilizado fixo porque o GPS não funciona. O risco é altíssimo porque ele opera na mesma frequência dos celulares. Isso pode causar interferência. Até lâmpadas fluorescentes antigas interferem. Dois ou três segundos são suficientes para sair da rota e descontrolar. Se pegar no olho de alguém pode cegar. Dependendo do local onde atinja, pode ser fatal. Mas é muito fácil comprar na internet, não é certo qualquer um pilotar”, afirmou.

Ainda segundo Augusto, é preciso rigor na lei. “Torço para não acontecer nenhum acidente, mas se continuar dessa forma, um dia acontecerá”, afirmou.

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