segunda, 16 de outubro de 2017
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Barreira do Cabo Branco aguarda estudo e verbas

Aline Martins / 28 de julho de 2015
Foto: Nalva Figueiredo
O projeto de contenção da erosão da falésia do Cabo Branco foi explicado e criticado, ontem, durante audiência pública promovida pelo Ministério Público da Paraíba. O MP vai recomendar que a Prefeitura não inicie os serviços antes do licenciamento ambiental. A empresa que planejou as obras reconheceu que falta medir os impactos ambientais e que é preciso garantir toda a verba para a execução, porque só a primeira etapa – orçada em R$ 12 milhões – não vai salvar a falésia.

Especialistas, representantes de entidades civis e da Prefeitura da Capital participaram do encontro.

Segundo o presidente da Acquatool Consultoria, empresa cearense  que fez o projeto, Pedro Antonio Molinas, disse que é possível começar com R$ 12 milhões: “É possível porque o tempo de execução da obra é muito longo. Mas como profissional, eu tenho que alertar: temos que garantir os recursos para investir na continuidade porque a efetividade da obra pode complicar”.

Ele avaliou com preocupação a licitação, na semana passada, da drenagem da Rua Luzinete Formiga, que só deveria estar na segunda etapa do projeto.

“Aí começam os problemas. Para fazer uma drenagem bem feita, sustentável, não pode começar pingando aqui, um pedacinho acolá. Ou seja, já começamos mal. A Rua Luzinete Formiga vai gerar um incremento em cima de uma drenagem que tem muitos problemas, que é a da da Estação Ciência. Eu, simplesmente, como profissional, recomendo que não se faça desse jeito. Acho que isso tem que ser feito de forma integrada”.

Segundo Molinas, a falésia cai por três razões: avanço do mar, problema de drenagem e neotectônica, ou seja, esta última não suporta pequenos tremores.

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