segunda, 19 de fevereiro de 2018
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McDia feliz: dinheiro arrecadado beneficiará associação que ajuda crianças com câncer

Aline Martins / 27 de agosto de 2016
Foto: Rafael Passos
“Uma doença que atinge todo mundo. Não só o paciente”, comentou a presidente da Associação Donos do Amanhã e médica oncopediatra, Andréa Gadelha, ao citar que o câncer afeta todos os familiares da pessoa que descobriu a doença, pois por conta da doença, mudaram suas rotinas para poder acompanhar o tratamento do paciente. A Paraíba registra 100 novos casos por ano da doença. Os principais tipos de cânceres comuns nessa fase são leucemia, no tecido ósseo, linfoma e do sistema nervoso central. Em crianças e adolescentes, se diagnosticado precocemente, as chances de cura giram em torno de 85%. Hoje, uma grande ação, a McDia Feliz, acontece no Estado com o intuito de ajudar pacientes carentes que necessitam de ajuda e também a associação que oferece apoio aos portadores da doença.

Há cinco meses em tratamento, Flamário Bernardino dos Santos, 17 anos, está tratando de uma leucemia, na pediatria do Hospital Napoleão Laureano. Quando precisa tomar quimioterapia, ele fica internado na unidade de saúde, como aconteceu nessa semana. Hoje tomará a última sessão e já se imagina voltando para casa, na cidade de Guarabira, no Agreste paraibano, na próxima terça-feira se tudo ocorrer sem imprevistos nos exames. O adolescente está confiante, assim como a sua avó/mãe, a doméstica Maria José da Conceição Santos, 63 anos. “Eu quero ver ele bom logo”, afirmou. Ela o cria desde recém nascido e ficou abalada ao saber da doença do neto. Flamário sempre gostou de desenhar e no Hospital pôde também ter o gosto pela pintura. Ele revelou ter feito quadros para alguns pacientes e também para a famosa palhacinha “Bom te Ver”. Ela soube da doença após ter tido muita febre associada a manchas roxas pelo corpo. Na família, uma prima teve a doença e não resistiu.

A leucemia é o principal tipo de câncer que afeta crianças, cerca de 30%, segundo revelou a médica oncopediatra Andréa Gadelha. Já em adolescentes, além da leucemia também afetam os tumores ósseos e do sistema nervoso central. A especialista orienta a necessidade dos pais e familiares de observar os possíveis sintomas da doença para que seja diagnosticado de imediato e também rapidez no tratamento. “A gente tem um índice de cura de 70% se detectado precocemente englobando todos os tipos de tumores em crianças”, frisou. O tratamento é por meio da quimioterapia, cirurgia e radioterapia. Para a leucemia se destacam os sintomas dores nas duas pernas e palidez que chama atenção de familiares e vizinhos. Já o tumor cerebral, vômito com cefaleia – dor de cabeça matinal. Enquanto o ósseo, dores nas pernas e aumento do volume no osso, e o linfoma, aparecimento de gânglios acima de 3 cm sem aparente sintomas anteriores.

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