quinta, 21 de setembro de 2017
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Após 50 dias de greve, Consepe suspende calendário de aulas da UFPB

Aline Martins / 17 de julho de 2015
Foto: Ricardo Araújo/ADUFPB
O Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) aprovou, por unanimidade, na manhã de ontem, a suspensão do calendário acadêmico. A decisão aconteceu durante uma reunião extraordinária solicitada pela Associação dos Docentes da UFPB (AdufPB). As atividades realizadas desde o início da greve serão avaliadas pelo Consepe, que ficará a cargo de decidir se serão aceitas. Desde ontem, todas as atividades acadêmicas na graduação, extensão e pós-graduação foram suspensas. Alguns setores da universidade manterão o funcionamento por serem considerados essenciais.

A pró-reitora de Graduação da UFPB, Ariane Sá, que presidiu a reunião, explicou que, se ocorreram atividades desde o início da greve e os alunos pretendem reivindicar, assim como professores que tenham ministrado aulas, o Conselho vai analisar cada caso. “A principal questão é que a partir de hoje qualquer atividade acadêmica está suspensa. Isso inclui a graduação, pós-graduação e extensão”, afirmou, destacando que no caso da pós-graduação, ontem a tarde foi feita uma reunião com o fórum dos coordenadores e sindicato para avaliar especificamente esse quesito para o calendário 2015.2.

“No dia 28 de maio foi decretada a greve, no entanto, o comando da paralisação, em reunião realizada com o Fórum de Coordenadores de Pós Graduação, resolveu conjuntamente manter o semestre 2015.1, até porque, na pós-graduação eles estavam quase concluindo o semestre no comecinho de junho. E como eles recebem muitos recursos por parte de órgãos de incentivo à pesquisa, a AdufPB em conversa com o fórum fez um acordo para manter o calendário. O calendário 2015.1 foi encerrado e as defesas previstas tanto de mestrado como doutorado também foram acatadas”, comentou.

Na reunião, o Comando de Greve informou que mais de 90% da categoria já estavam parados. Foi por conta disso e também devido ao esvaziamento do campus que foi decidida a suspensão do calendário. “Os conselheiros entenderam que não fazia sentido a gente continuar um calendário com uma quantidade mínima de pessoas atendidas, quando a maior parte vai ter que repor aula de todo jeito. Entendemos que o ideal é que tenhamos um calendário unificado, sem que seja permitido, autorizado que haja atividade considerada a greve”, explicou Ariane Sá.

40 mil estudantes

Número de estudantes da graduação e pós-graduação dos sistemas presencial e educação à distância estão sem aulas nos quatro campi da UFPB.

50 dias de greve

Reivindicações dos docentes:

- Estabelecimento de data-base para os SPFs em 1º de maio;

- Reajuste salarial em 1 de janeiro de 2016 de 16,2%;

- Entre outras reivindicações locais.

O que continua a funcionar?

- Parte administrativa da Reitoria, das 7h às 13h;

- 30% do setor de tecnologia da informática;

- Laboratórios com seres vivos (animais), para que possam ser alimentados;

- Parte do Restaurante Universitário, para atender estudantes carentes que ficaram na universidade.

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