quarta, 26 de setembro de 2018
João Pessoa
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Expo Tatto reúne mais de 150 tatuadores do Brasil e outros países

Bruna Vieira / 04 de julho de 2016
Foto: Rafael Passos
A Expo Tattoo Paraíba, que ocorreu durante o fim de semana no Espaço Cultural, em João Pessoa, reuniu mais de 150 tatuadores do Brasil e de outros países da América do Sul, Ásia e Europa. Esse foi o primeiro encontro da categoria no Estado e pretende se estabelecer no calendário anual de eventos. Para os profissionais, oportunidade de negócios e de expandir a arte em alto nível ao público. As figuras variam desde rostos de personagens históricas, mitológicas, até religiosas e regionalizadas como o padre Cícero. Criatividade é a marca. A exposição premiou as melhores artes em 17 categorias.

Além do troféu, os vencedores recebem materiais de trabalho e outros brindes. Nove estados e três países participaram do evento. Dom Medeiros, um dos organizadores falou sobre a importância do encontro. “Natal já tem há 11 anos, Recife e outros estados. João Pessoa estava fora do cenário. Queremos mostrar a profissionalização, que aqui também tem artistas de alto nível. Existe uma indústria séria e os profissionais estão sempre se qualificando. E é uma forma de intercâmbio, saber quem é quem no mercado e acabar com o estereótipo de clandestinidade”, afirmou.

Para entreter o público, houve apresentação de B-boy, DJ com música eletrônica e playground para as crianças. “Avaliamos o sucesso do evento, porque tivemos grande adesão do público e a época é estratégica. É mais frio, agradável para fazer o procedimento”, informou Hugo Leonardo Silva, organizador.

7 mil pessoas foi o público estimado pelos organizadores nos dois dias de evento.

80 estandes

R$ 80,00 é o valor mínimo da tatuagem no evento

Concurso

As temáticas variam desde retratos, heróis do cinema, tribais. Cada categoria é avaliadas de forma diferente. Porém, os critérios consideram a execução, a aplicação, se não machucou muito a pele e a criatividade. O objetivo é estimular os tatuadores a se aprimorarem com as tecnologias mais modernas. “A trash polka pode misturar todos os estilos. Há os mais diversos desenhos. Cultura nordestina traz Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga. O Brasil é o 1º país do mundo em consumo de insumos para tatuagens e o público não imagina como é o processo, hoje pode ter acesso a isso. A inovação é que se investe em tecnologia de pesquisa”, contou Dom.

Algumas tatuagens retrataram a água e a seca, com a imagem do trabalhador de enxada e chão rachado. Intencional ou não, o tema é uma problemática atual no Estado. Feitas no mesmo dia ou em meses, como a vencedora na categoria fechamento (membro inteiro). “Foram oito sessões que duram entre três e quatro horas. Ela foi finalizada no evento após dois meses. As mais demoradas e trabalhosas são as de realismo, imagens com luz e sombra. O público procura mais o estilo maori, tribais originais da Indonésia. Mas, há coisas inusitadas. Há quem peça frase de homenagem desde ao pai, até um aumento de passagem de ônibus”, contou André Carlos Carvalho (Guglee).

Tatuadores convidados:

Alagoas

Sergipe

Bahia

Pernambuco

Piauí

Pará

Maranhão

Rio de Janeiro

São Paulo

Japão

Argentina

Noruega

Categorias

Print

Old School

Neo Traditional

Free Hand

Lettering

Trash Polka

Oriental

Fechamento

Revelação

Tribal

New School

Colorida

Preto e Cinza

Comics

Pontilhismo

Realismo

Cultura Nordestina

Melhor do evento (1º lugar de cada categoria)

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