terça, 21 de novembro de 2017
João Pessoa
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21 de março: Data marca luta das pessoas com Síndrome de Down por direitos e inclusão

Assessoria / 21 de março de 2017
Foto: Gilberto Firmino/Secom-JP
O dia 21 de março tem sido reservado para se pensar e discutir a Síndrome de Down, alteração genética que se manifesta devido a presença de um cromossomo a mais no par 21. No Dia Internacional da Síndrome de Down, a data tem o objetivo de conscientizar as pessoas sobre a importância da luta pelos direitos igualitários, o seu bem-estar e a inclusão dos portadores de Down na sociedade, assim, pais e mães elogiam as ações de igualdade e inclusão social da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP).

“A nossa caminhada é difícil, mas é por amor. Agradecemos o apoio de todos os profissionais, da gestão, familiares e amigos que lutam e caminham conosco. Focamos na formação escolar e mercado de trabalho, visando autonomia desses cidadãos. Eles podem! Só basta a gente acreditar e dá a oportunidade. Quanto mais estimulados, mais eles vão dá resultados. Buscamos parcerias de profissionais que possam tirar a sociedade da ignorância do preconceito”, ressaltou Goreth Lira, vice-presidente da Associação Ame Down e mãe de Matheus, 18 anos.

Ano passado, a Prefeitura doou a sede da Ame Down, localizada no Parque Zoobotânico Arruda Câmara. A associação existia há mais de 20 anos sem um espaço fixo.

Com foco na inclusão social, a rede de ensino municipal conta com profissionais capacitados para auxiliar esses alunos. “Inclusão é abraçar e acolher a todos independente de raça, cor, sexo, classe social, sempre identificando o aluno como um indivíduo. Foi e tem sido um grande e maravilhoso aprendizado, na verdade tudo é uma troca de saberes onde o objetivo de todos é o desenvolvimento didático, intelectual e emocional desses estudantes. Eles estudam o mesmo conteúdo dos demais alunos, nós apenas adaptamos todo material e a forma de passar, filtrando e selecionando esse conteúdo”, explicou a diretora da Escola Chico Xavier, Maria de Fátima Lima Queiroga.

A mãe de Aaron Pacote, 18 anos, Eliane de Sousa Pacote destacou a evolução do filho após ser matriculado na Escola Municipal Chico Xavier. “A escola é responsável por toda a evolução do meu filho, tudo eu devo a eles. Nenhuma escola particular de João Pessoa chega ao rastro daqui. Ela abriu um mundo de possibilidades e de evolução na vida dele. Pela primeira vez na vida, eu e meu filho nos sentimos acolhidos num ambiente escolar. Eu tentei matriculá-lo praticamente em quase todas as escolas particulares, mas ou eu era mal recebida, ou diziam que a instituição não era adequada para meu filho. Ele estuda aqui há três anos e já está no 9º ano”, contou.

Mãe de Eduardo Targino Soares da Cruz, 18 anos, Suely Targino de Carvalho também trocou o ensino particular pelo público. “Meu filho passou por cinco escolas particulares e sofreu em todas elas antes de vir para cá. No começo eu fiquei preocupada de não dar certo como nas anteriores, mas fiquei muito satisfeita porque nós fomos muito bem recebidos e hoje, eu vejo que meu filho é completamente integrado, acolhido e que seu desenvolvimento como um todo melhorou bastante. Todo corpo docente é bem transparente e a gente faz esse trabalho integrado da família e escola. Ele gosta muito de estudar aqui”, disse.

O jovem Messias Gonçalves, 14 anos, nasceu com Síndrome de Down e é estudante do 7° ano da Escola Municipal Luiz Vaz de Camões. “Lá na escola é muito bom e tem alunos bons como eu, que já escreve tudo e faz tudo. Escreve, estuda e faz educação física com a professora Corina, que é muito boa. Eu estudo pra ‘caramba’ e vou para sala de recurso escrever, porque antes minha letra era ruim. Se eu ficasse só em casa não ia ser legal, porque eu ia ficar só na TV e jogando vídeo game”, declarou.

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