terça, 25 de setembro de 2018
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Incêndio na Serra de Teixeira já dura 48 horas e 34 hectares foram devastados

Fernanda Figueirêdo / 08 de agosto de 2016
Um incêndio na Serra de Teixeira, no Sertão paraibano, já perdura por mais de 48h e segue avançando em direção a áreas circunvizinhas de propriedades rurais da região. Moradores estão apavorados com a fumaça e as chamas que conseguem ser vistas de diversas localidades. De acordo com o comando do 4º Batalhão de Bombeiro Militar, a área devastada pelo fogo já passa de 34 hectares de vegetação entre as cidades de São José do Bonfim e Teixeira. Nesta segunda-feira (08), 15 bombeiros estavam trabalhando para conter o fogo, mas o comando não descartava a possibilidade de outras unidades serem acionadas.

O comandante do 4º Batalhão de BMPB, Tenente-Coronel Saulo Laurentino, explicou que o fato do fogo se deslocar muito rápido em virtude dos ventos atrapalha a operação. Há relatos, segundo ele, de que o incêndio começou na madrugada de sábado, embora só no domingo tenha sido registrada ocorrência nos bombeiros. Quatro viaturas de combate a incêndios permanecem no local. Embora o tempo seco da região, com chuvas abaixo da média, provoque esse tipo de problema, Saulo não descarta que o incêndio tenha tido início em virtude de fogueiras feitas por caçadores.

“Por enquanto estamos tentando conter o fogo com o material e o efetivo de bombeiros que temos, mas não descarto a possibilidade de acionar outras unidades vizinhas a qualquer momento. Moradores da região também estão nos ajudando com o acesso ao lugar, que é muito complicado. A topografia é de precipícios, caatinga fechada e muitos ventos. A direção do vento muda e nossos homens podem ficar encurralados e serem vítimas do fogo, por isso traçamos planos para agir com cuidado. No final do dia deveremos juntar todo o efetivo, de mais de 70 homens, para tentar extinguir completamente as chamas”, disse o oficial.

O comandante Saulo disse, ainda, que as regiões da Serra e do Sertão como um todo reúnem os principais fatores que desencadeiam incêndios. “Primeiro que nessa região existe uma cultura secular de se atear fogo no mato, seja para realizar limpezas para a agricultura ou para afugentar bichos ou cozinhar alimentos em noites de caçada. Segundo que o tempo seco, abafado e quente, aliado a fortes ventos, também contribui com essa ocorrência que é comum no segundo semestre do ano”, disse.

Só este ano, até o mês de julho, o 4º BBM, que compreende 45 municípios do Sertão paraibano, registrou 155 chamados em ocorrências de incêndios na vegetação. Ano passado, no total, foram registrados 293 chamados. “O que podemos adiantar é que primeiro temos como missão proteger os moradores e os animais da região das chamas, preservando vias de fuga para que nossos militares também não corram riscos”, pontuou Laurentino.

 

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