domingo, 18 de fevereiro de 2018
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Idoso com Alzheimer melhora após cirurgia feita na PB

Lucilene Meireles / 12 de Abril de 2016
Foto: Divulgação
Três meses depois da intervenção, o paciente de 77 anos, submetido a uma cirurgia pioneira no Estado para barrar o avanço do mal de Alzheimer, apresenta melhora progressiva. Em junho, ele fará um exame de imagem do cérebro que será comparado ao realizado antes da operação. A família e o neurocirurgião responsável estão confiantes. Por ser uma cirurgia ainda não autorizada no Brasil, o médico responde a uma sindicância e será julgado pelo Conselho Regional de Medicina (CRM) em maio.

“Ele está identificando as pessoas. Há poucos dias, passamos por um conhecido e ele perguntou o nome. Disse que conhecia e não lembrava quem era”, comemorou a esposa do idoso, que prefere não se identificar. Conforme o relato, a evolução também é demonstrada na fala.

Por outro lado, ele ainda tem dificuldade de orientação espacial, mas segundo a esposa, a recuperação é visível para quem convive diariamente e acompanha o ancião. “Na medida em que os sintomas são minimizados, é prolongado o tempo de vida e ele fica mais sadio, tem mais interação com a família. Sabemos que o bloqueio é nos efeitos da doença e que não há cura, mas só parar de piorar é uma grande vantagem”.

Avanços no tratamento. Recentemente, conforme o neurocirurgião Rodrigo Marmo, houve uma cirurgia em Massachusetts (EUA), utilizando choques elétricos em ratos.

Na experiência foi observado que eles recuperavam a memória. “Na verdade, o paciente inicial não perde a memória, só perde a conexão, mas a memória fica armazenada”, explicou. O estímulo elétrico a recupera.

“A cura não existe. Na cirurgia, a gente espera que vá acarretar melhora dos sintomas. Tem que esperar um pouco para ver”, disse.

 

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