domingo, 19 de novembro de 2017
Cidades
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Falta dinheiro, sobra sujeira nos mercados públicos de João Pessoa

Lucilene Meireles / 30 de março de 2016
Foto: Nalva Figueiredo
Dos 16 mercados públicos de João Pessoa, nove nunca passaram por uma reforma – como é o caso do equipamento do Bairro dos Estados –, e mesmo os que já foram reformados precisam de reparos, a exemplo do de Cruz das Armas. A situação geral dos mercados não é das melhores. Sujeira, falta de manutenção, obras não concluídas, reformas mal feitas, comerciantes insatisfeitos. Um exemplo do descaso é o Mercado Central. O início da reforma e ampliação foi em 2006 e o prazo para conclusão seria 2012, ou seja, há um atraso de quatro anos sem previsão de retomada. Quem trabalha no local teme que a obra não seja concluída. A Prefeitura diz que faltam recursos.

O mercado do Bairro dos Estados, durante a noite, serve como banheiro e ponto de tráfico de drogas, segundo os próprios comerciantes, que têm medo de se identificar. “Trabalho aqui há mais de 30 anos e tem que mudar tudo, padronizar”, disse Hilda Feitosa, vendedora de tapioca. “Quando precisa de melhoria, a gente faz o que dá, mas tem muito serviço, esgoto, o teto para consertar e falta segurança. Um dia cheguei e tinham levado tudo”, disse a feirante Maria da Conceição Dias.

Helena Nascimento vende verduras há 30 anos no Mercado Central e só quer um lugar digno para trabalhar. “O povo mexe e deixa para outro terminar. O tempo passa e o que foi feito precisa fazer de novo”, lamentou. José Milton de Araújo, há 27 anos no local, disse que o teto do sacolão de frutas e verduras está desabando. “De vez em quando cai um pedaço e o prefeito não faz nada”, desabafou.

No Mercado de Oitizeiro, a situação é de abandono. “Faz tempo que a prefeitura disse que ia reformar. O mercado está entregue às baratas. Não tem segurança e roubam até caixa de descarga. Trabalho aqui há 27 anos e nunca vi nenhum benefício”, lamentou a comerciante Zilda de Pontes.

Reformado há três anos, falta acessibilidade no de Cruz das Armas. “Só tem uma rampa e mal projetada, obrigando o cadeirante a ir para o meio da rua para poder subir. A entrada nos boxes é difícil porque os degraus são altos”, denunciou Edmilson Soares de Lima, presidente da Associação dos Feirantes Organizados. O Mercado da Torre é o único que está em reforma. As mudanças começaram há cerca de cinco anos e a conclusão está prevista para junho.

Leia mais no Jornal Correio da Paraíba.

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